
Petitsah é uma garota de doze anos, que foi abandonada pela mãe em um internato somente para meninas. Foi repudiada a sua vida inteira, tanto em casa como no internato, já que nunca foi desejada em lugar algum. Cresceu e se tornou uma menina extremamente introvertida, um tanto tímida e muito antisocial. Não possui amigas, e nunca conheceu um menino em toda a vida. Tem dificuldade em se concentrar nas lições, mas faz de tudo para ser uma das melhores, já que uma bolsa para a Universidade é sua única esperança de sair daquele lugar.
Desenvolveu uma espécie de autismo, com sua dificuldade em se comunicar com outros, começou a conversar apenas com a sua pelúcia, Diddle. Se prende às suas histórias e personagens, criadas em momentos de extrema solidão, onde não há ninguém para repreendê-la ou para lhe dar uma surra. Com as funcionárias do Internato, ela é educada e sempre faz o que pedem. Com as outras garotas, ela aprendeu que o melhor é abaixar a cabeça e seguir o seu rumo.
Adora tudo que esbanje alegria e felicidade. Tem um gosto especial por roupas cheias de laços, rendas e cores, mas a única coisa que tem para usar são o uniforme do Internato e algumas roupas velhas com o dobro, talvez o triplo de seu tamanho, geralmente em cores neutras e tons acizentados. Um de seus objetos mais valiosos é sua tiara colorida, que ela usa para evitar que seu enorme e volumoso cabelo caia sobre o seu rosto. Já está surrada, gasta, mas é algo que Petit nunca iria jogar fora.
Geralmente tem a atenção das professoras, por ser esforçada e inteligente. E das zeladoras, por sempre ajudar no que pode. Mas em relação ao resto da sua turma... Ninguém ousa chegar perto dela. Bem, só se for para "colocá-la em seu devido lugar".
Foca todo o seu tempo em estudos, deixando sua imagem e beleza em terceiro plano. Como nunca conheceu nenhum menino, ela não tem aquela necessidade de estar bonita. As outras garotas competem entre si, ela faz questão de estar abaixo de todas para que ninguém a veja como ameaça. E é assim que segue a sua vida, em uma simplicidade sem tamanho, lutando para ter um futuro longe daquele pesadelo de escola.