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Olá, parabéns você está no A Vida de um Escritor, aqui nessa petpage é retratado uma história do gênero aventura, minhas primeiras petpages de história foram A Escolhida e A Casa de Madeira, onde ganhei uma experiência própria para escrever mais ainda.

Imagino que você esteja chegado aqui de alguma forma, por isso eu te peço que me contate.

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Capítulos

Prólogo

Capítulo I

Capítulo II

Capítulo III

Capítulo IV

Capítulo V

Capítulo VI

Prólogo

Escrever dá um ar intelectual em sua vida.
Saber palavras, letras e gêneros fazem parte do seu ser, usaremos a língua para sempre.

Sabendo disso, a escrita faz com que você possa expressar o seu jeito e sua personalidade.

Faça acontecer do seu jeito, escrever faz com que ajude sua mente a pensar.

Escrever vai te ajudar na vida, acredite.

Assinado: Eu

Capítulo 1 - A Rotina

Sabe, nunca penso em que vou ser quando crescer ou o que vou fazer da minha vida, mas uma coisa eu sei: Escrever é a única coisa que faz sentido.
Meu nome é Joseph; Joe se preferir... Tenho 14 anos, moro em Los Angeles. Eu meio que gosto daqui...
Vou numa escola ridícula, na minha opinião, com pessoas que não entendem o roteiro da minha vida.

Sou bajulado pelos professores, isso meio que dá inveja nos seres daquela escola, o que eu odeio.

Nunca quis chamar atenção, sempre quis ser excluído e coisas do tipo, não me pergunte porque.

Tenho duas irmãs e um irmão, mas só conheço minha irmã Quinn e meu irmão Jackson, minha outra irmã Mary fugiu de casa quando eu tinha 1 ano de idade.

Quinn tem 19 anos e Jackson tem 12.

Minha mãe nunca quis me contar porque Mary fugiu, mas para falar a verdade eu nunca quis saber dela. Segundo minha mãe ela era calculista, e fugiu por um motivo que eu ainda não sei, mas vou descobrir.

Quando vou para escola, sempre sou notado pelos professores e nunca pelos alunos. Em parte acho que todos me odeiam (os alunos), mas eu gosto de ser ignorado. Só tenho um amigo na escola inteira , o nome dele é Olliver, mas gosto de chamar ele Ollie, porque é mais fácil de falar. Ele é muito mais excluído do que eu, e com certeza é bem menos esperto.

Consegue ser o garoto mais infantil que eu já vi, mas ele serve para eu manipulá-lo, por ser desprovido de esperteza.

Sabe, a única coisa que eu gosto de fazer é escrever, palavras são as coisas que fazem mais sentido para mim, e nunca vou deixá-las para trás... O Ollie não entende isso sobre 'escrita' ele acha que eu sou NERD por saber o que são palavras. A única pessoa que sabe o que é ser eu é a Quinn, que sempre me ajuda em tudo que eu faço e nunca, nunca mesmo, me deixou na mão... Ela sabe escrever e manda bem com as palavras, ela entende a teoria de um livro e sempre me explica o que eu não entendo. Eu amo essa garota.

Simplesmente eu agradeço pela Quinn existir. Meu pai também faleceu, mas foi num acidente de trânsito, quando um bêbado saiu do carro e atirou nele sem motivo, com certeza estava bêbado, mas isso aconteceu dois dias depois do Jackson nascer.


Bom, vamos ao que interessa...

Hoje de manhã eu estava me arrumando para ir para escola ou como prefiro chamarprisão, nunca tomo café da manhã. Meu irmão Jackson estava jogando videogame, porque já tinha se arrumado e Quinn estava tomando banho. Me arrumei como de costume, e então disse para minha mãe:

- Quando vamos sair? - disse eu.

- Espere sua irmã se arrumar. - disse Margareth (minha mãe) - Ela já está quase terminando.

Uma das coisas que eu odiava na minha irmã, apesar de ela ser uma pessoa tão doce, é que ela demorava séculos para se arrumar.

Deu vontade até de dormir, mas enfim ela disse "Estou pronta".

Fomos para o carro, eu joguei meu irmão para o canto, eu fiquei no meio e Quinn ficou no outro canto do banco. Minha mãe dirigia, eu dormia no ombro de Quinn e Jackson olhava a paisagem.

Chegamos na minha escola, Quinn me acordou e Jackson veio junto comigo, Quinn era de outro colégio então ficou no carro.

Jackson foi para sua classe. Eu fui parado na escada por quatro garotos da minha classe me pediram meu livro de inglês para colarem a lição, eu com medo de ser espancado dei, lógico. Eles pegaram, copiaram e me deram.

Tinha ainda cinco minutos depois que eles copiaram, então eu me escondi no banheiro para menos problemas.

Bateu o sinal, eu estava sentado no trono eu esperei todos subirem e eu subi por último com o Olliver (como de costume), Ollie tropeçou na escada e capotou, isso foi um dos vexames do dia. Todo dia tem vexame, a maioria das vezes é comigo e o Olliver, hoje foi só mais um.

Até aí, estava quase tudo normal, menos o Olliver ter capotado na escada e quase quebrado a perna.
Chegamos na classe, Nyara (minha professora de inglês) estava dando sua palestra de como os alunos da minha classe são ridículos.

E em algum momento ela falou:

- Vocês deviam seguir o exemplo do Joseph - disse ela apontando para mim como se eu fosse o filme em cartaz mais querido do cinema.

Eu bati a minha mão na minha testa fazendo o sinal de "Nyara cala a boca".

Esse foi mais um vexame do dia, os vexames acontecem mais ou menos 5 vezes por dia.

Ela pediu para fazermos uma redação sobre nossa vida como lição de casa, ela sempre lê todas em voz alta e diz que todas são um lixo e a minha é perfeita, de fato eu meio que também mando bem com as palavras.

Passei o resto do dia dormindo, porque a única aula que eu me preocupo é inglês, e o resto era Matemática, História, Geografia, Geografia de novo e Artes. Bom até que Artes é legal.

Depois disso, fui embora a pé com o Olliver, ele mora 2 quadras da minha casa, no meio do caminho ele tropeçou numa pedra enquanto falava sobre Naruto, caiu e quebrou o nariz.
Eu disse:

- Cara, você é muito azarado. - Disse eu levantando ele.

Ele foi embora com a mão no nariz, já que nenhum de nós tinha papel para limpar o sangramento.

O sangue escorria muito, parecia que ia encher um balde inteiro.

Eu cheguei em casa e pedi um pouco de papel para a Quinn, ela sempre chegava antes de mim, minha mãe trabalhava e não estava em casa naquele momento.

Ela deu e Ollie ficou segurando o papel no nariz enquanto ia embora. Assim foi o dia, cheguei em casa, fiz minha lição, e dormi o resto do dia. Sempre é assim minha rotina.

Capítulo 2 - Sabendo mais.

Bom, eu sei que minha rotina é horrível em todos os sentidos, mas eu ainda não tenho motivo pra me matar.
Por isso eu fui sobreviver mais um dia na prisão...
Acordei de manhã, arrumei meus cabelos castanhos escuros, coloquei lente de contato nos meus olhos cor de mel, escovei meus dentes e tentei demorar o máximo possível fazendo qualquer coisa pra matar o tédio de enquanto a Quinn se arrumava, não sei o que ela fazia tanto naquele quarto, porque ela já acorda perfeita com seus cabelos pretos azulados (acho que ela pintou, morena de farmácia!), olhos incrivelmente azuis e um físico perfeito para sua idade.
Mas garota é garota, não é? Fazer o que.

Meu irmão Jackson parece que nem se arruma, acho que ele dorme com o uniforme debaixo do pijama, seu cabelo é jogado para o lado, mas é da mesma cor que o meu (castanho escuro) tem olhos cor de mel também.
Ele parece meu clone, mas não falo muito com ele, nem conheço minha família direito mesmo.

Resolvi dar um Bom Dia no seu ouvido:
- Bom dia Jackson, beleza? - disse eu para puxar assunto.
- O que você quer? - É, parece que eu não sou odiado apenas na escola, até na minha casa. - Vá bajular a Quinn.
- Eu só quis te dar Bom Dia - Comecei a finjir que estava chorando, eu sou ótimo ator. - Eu não quis te chatear.
- Eu sei que esse é um choro de mentira Joe. - Ele disse com sua esperteza fatal. Moleque maldito, onde aprendeu a ser tão esperto.
- Tá bom Jackson, vou te deixar em paz. - Disse eu. - Seu pirralho mimado.

Concluindo a frase fui até a sala de novo ouvir o secador da Quinn no quarto ao lado.
Eu dormia sozinho, depois de implorar para minha mãe me dar um quarto só pra mim, ela me deu. A Quinn dorme sozinha também, porque felizmente nossa casa tem muitos e muitos cômodos. Então tem quarto até para cachorro, se eu tivesse um.
Quinn estava mais lerda do que nunca, mas ela desligou o secador. Saiu do quarto e disse:
- Vamos? - disse a Quinn.
- Aleluia em Quinn. - disse eu. Acho que estava meio louco, por ter falado com meu irmão e dado uma indireta na Quinn.
- Ai Joe, deixa de ser estraga prazeres. - disse ela. Saímos de casa de ônibus dessa vez.

Me atrevi a dizer:
- Mãe, porque estamos indo de ônibus? - perguntei eu. - Ainda mais nesse atraso.

Silêncio fatal.
- Mãe? - perguntei enquanto fiz um gesto para ela voltar pra real.
- Oi querido, o que quer? - perguntou ela, parecia estar em outra galáxia.

- Mãe, o que há contigo? - eu perguntei.

- Nada filho, nada - disse ela. E na mesma hora: - Chegamos ao ponto perto da sua escola Joe e Jack, vão.

- Mas mãe... - eu disse, mas fui interrompido.

- Vão logo! Eu estou mandando - exclamou minha mãe.
Quinn me deu um beijinho na testa antes de eu sair do ônibus e disse que vai me falar o que mamãe tem quando eu chegar em casa com o Ollie, já que quem busca o Jack é a Quinn antes de eu chegar.

A escola estava a alguns passos do ponto de ônibus. Eu cheguei lá quando faltavam exatos dois minutos para começar a aula, eu corri pela escada, mas não sou tão desastrado quanto o Ollie, eu sei subir escadas.
Cheguei na sala, na aula do Mitchel, meu professor de História.
Ele deixou eu entrar.

Olliver estava lá na ponta da sala, então não tinha como eu falar com ele sobre a crise de silêncio da minha mãe e ouvir ele comentar alguma coisa sobre Bob Esponja.
Realmente, eu estava com muito tédio na aula de história, mas se eu dormisse seria um vexame diário. Aliás, hoje não teve nenhum, acho que estou melhorando no meu jeito de se esquivar do mundo inteiro.
Vou esperar para ver se acontece alguma coisa no dia. Quando o professor falou alguma coisa relacionado a texto, eu lembrei da redação de Inglês que eu nem comecei. Peguei logo uma folha de almaço e comecei a escrever. Eu disse em parte:



(...)Metade da minha vida foi passada com medo ou vergonha, mas já passei dessa fase.
Sou um tipo de náufrago no redondo universo do meu ser. (...)

Eu achei que foi a coisa mais poética que eu já escrevi, eu idolatrei essa última frase.

O professor Mitchel é muito desconfiado com certas coisas, eu acho que não é o meu caso.
Porque eu sou tão quieto mais tão quieto que ele nem liga para o que eu faço.
Bateu o sinal, houve a troca de professores e a Nyara chegou. Parecia que aquele dia estava ficando cada vez melhor, porque o professor Mitchel falou bem baixo para a Nyara que os dois professores seguintes da aula dela faltaram e vai ter que deixar-nos sozinhos por um tempo para ver se algum professor vai chegar.
Ela fez a chamada e viu quem fez as atividades, a Nyara ficava cada vez mais doce, quando a classe inteira fazia as atividades.
Ela pegou por fileira, eu tive o azar de chegar atrasado então tive que sentar na primeira carteira da primeira fileira da esquerda para a direita, onde ela sempre começava.

Enfim ela começou com a minha redação:
Meu nome é Joseph, culto e quieto. Nasci em Los Angeles e vivo em Los Angeles.
Gosto da cidade, mas odeio as escolas e lugares turísticos. (...)

Enfim ela comentou a minha emocionante frase:
Metade da minha vida foi passada com medo ou vergonha, mas já passei dessa fase.
Sou um tipo de náufrago no redondo universo do meu ser.

Ela disse que está tão lindo que vai encaminhar para uma biografia do Wikipédia (enciclopédia mundial). Está bem, ela estava exagerando, mas foi uma ótima idéia.

De qualquer jeito sai da sala com um sorriso de ponta a ponta da cabeça com um Dez na minha mão.

Levei o Olliver até a calçada da minha casa, para conversarmos um pouco. Ele falara sobre o filme que tinha assistido na noite passada, mas eu nem prestei atenção nisso, porque eu estava concentrado no bandeide do seu nariz.
Enfim ele disse E você ?

Eu respondi tudo o que aconteceu no dia, e como foi perfeito todo mundo ter me ignorado, menos minha mãe. Disse para encerrar a conversa que eu preciso falar com a Quinn a sós e para ele ir para a casa.

Entrei na minha casa, Quinn estava lavando a louça e Jackson estava no computador.

Eu disse:
- Então Quinn, o que quer me falar?

Quinn olhou pra mim e suspirou.

Capítulo 3 - O Segredo

- Quinn diga logo o que acontece contigo? - disse eu preocupado.
- Joe, sua irmã Mary ainda está viva. - disse Quinn.

Silêncio.

Eu realmente tinha apagado da realidade quando Quinn disse isso, os fatos sempre diziam que ela estava morta. Como a minha mãe pode ter descoberto isso? Fiquei pensando nisso por uns cinco minutos enquanto Quinn me chamava para voltar a realidade.
Mas aí eu pensei para que me preocupar com isso? . Estava tudo quase normal até aí, mas aí eu lembrei que ela é uma drogada que fugiu de casa, então eu desmaiei.

Quinn estava gritando quase chamou a ambulância, mas foi tipo de um Tic Nervoso, e passou em 5 minutos no máximo. Eu enfim voltei ao normal.

- Ei Joe, você está bem? - disse Quinn preocupada.
- Sim Quinn, eu estou bem. - respondi - Mas como você sabe que essa marginal está viva?.

Quinn tinha um senso crítico de Mary então nem disse para mim retirar o que eu falei.

- Olha Joe, sua mãe não explicou muita coisa, mas sua mãe disse que a viu na calçada quando me deixou na faculdade. - Quinn fazia faculdade de Magistério - Ela também falou que Mary estava com um capuz preto e sua cara estava meio pálida.
- Como mamãe tinha certeza que era ela, Quinn? - perguntei - Ela deve ter mudado muito certo? Já se passou 13 anos que ela foi embora. - Não sou muito bom em matemática, mas se eu disse que eu tinha um ano quando Mary se foi, já se passou 13 anos certo? - Ela já deve ter uns 24 anos, correto? E poderia estar morta por ter se envolvido com drogas aos 13 anos e fugido de casa no mesmo ano.

Uau! Até eu me impressionei com minha matemática.
- Sim Joe, ela fugiu com 13 anos, mas segundo sua mãe com certeza era Mary. - disse Quinn.

- E daí que ela viu Mary? - perguntei. - Vai fazer alguma diferença isso?

- Sim, porque Mary viu sua mãe e começou a segui-la quando ela ia ao trabalho. Eu nem sei se mamãe está bem agora. - disse ela se complicando toda. - Está vendo, você fez eu esquecer que eu tinha que ligar para a mãe.

Realmente, se Mary tivesse seguido mãe era por um motivo bom certo? Mas eu nunca soube o motivo da briga entre elas para falar alguma coisa. E se mamãe fez alguma coisa grave?

Mary poderia ter saído de condicional, ainda devia ser viciada em drogas ou talvez já teria morrido de Overdose de tanto se drogar.

Quinn ligava pra minha mãe, até que eu ouvi um barulho atrás da porta. E se fosse o Jackson ouvindo tudo? Decidi olhar.

Realmente era o Jackson e parece que ele estava com medo então devia ter ouvido toda a conversa.
Maldito pirralho, sempre tentando me ferrar.

Eu disse para ele:

- Meu, vai cuidar da sua vida e deixa eu e a Quinn em paz. Se não...

Ele interrompeu:
- Se não o que? - perguntou.

- Eu vou quebrar seu videogame quando você estiver mais distraído - disse eu com a cara mais intimidadora possível.

Na mesma hora meu irmão saiu correndo chorando.

- Joe! A mãe não atende - disse Quinn desesperada.

- Calma Quinn, não vá ter um de seus ataques. - disse eu tentando consolá-la (eu acho).

- Vamos Joe, vamos procurar nossa mãe - disse ela correndo em direção a porta da sala. - Ela pode estar em perigo.

- Tudo bem Quinn. - afirmei.

- Jackson, estamos indo até a padaria - disse Quinn - se não voltarmos em uma hora, chame a polícia.

Jackson ficou pensativo... Ele devia estar pensando, porque eu e Quinn demoraríamos na padaria. Realmente se ele estivesse pensando isso, ele era muito ingênuo. Até porque ele ouviu a nossa conversa inteira.

Quinn e eu corremos até o portão de casa.

Capítulo 4 - Localizando minha mãe

Realmente tudo isso parecia um jogo. Mas aleluia minha vida mudou de rotina.

Mary era tão cruel que podia ter matado minha mãe por um motivo que eu ainda não sei.

Tinha decidido criar um diário de aventuras há muito tempo, mas poucas vezes eu usava. Essa seria uma das raras vezes.

Antes que eu Quinn saíssemos eu peguei esse diário e guardei numa sacola e o levei. Seria um ótimo relatório de aventura.

Eu e Quinn andávamos ligeiramente pela calçada dos lugares de Los Angeles, na California. Minha casa era perto de pontos turísticos um pouco famosos como o Grauman's Chinese Theatre (Teatro Chinês). Eu adorava ir lá com o Ollie (apesar de não entendermos nada) quando tínhamos uns 7 anos de idade, mas perdemos o costume por ter mudado de locação.

Eu e Quinn andávamos cada vez mais rápido.
Quinn estava focada em alguma coisa em sua frente, mas eu não sabia o que era. Além do mais não vi nenhuma mulher de capuz preto.

Quinn disse:
- Joe corra. - mandou.
- Mas por que..
- Vai logo! - Quinn interrompeu.

Vi algumas vezes Quinn olhar para trás, só que atrás de mim não tinha nada além de pessoas e mais pessoas. Nenhuma garota de capuz preto e pálida.

Quinn disse:
- Joe, ali é o trabalho da mamãe, vamos.

Nem respondi e saí correndo, mas eu corria que nem uma tartaruga sonolenta e lerda... Então não sei se correr faria alguma diferença para mim de andar.

Quinn e eu chegamos ao trabalho de mamãe (empresa) depois de algum tempo, porque eu sou tão lento que acho que herdei as forças de uma lesma. Ainda não tinha entendido porque Quinn me mandou correr, mas acho que era porque estávamos perto da empresa de minha mãe.

Paramos na entrada com dois homens (armários) seguranças lá.

- Ei, não podem entrar. - disse o primeiro armário.

- Eu preciso de uma informação. - disse Quinn.

- Qual? - disse o segundo armário.

- Minha mãe está aí? - disse Quinn.

- Nome dela?

- Margareth Baker Morgan. - disse Quinn.

- Bom ela... - disse o armário número dois.

- Ela o que? - disse Quinn quase tendo um ataque.

- Ela disse que sairia mais cedo hoje. - disse o armário número um.

Eu fiquei no meu canto ouvindo calmamente cada resposta dos armários e conclui que mamãe saia mais cedo raramente e então fiz um interrogatório aos armários:

- Mais alguém apareceu aqui falando sobre minha mãe?

- Não, só uma garota com um cabelo até a barriga e um capuz preto.

- Ah, é mesmo? E o que a garota disse? - Olhei com meu olhar mais sério possível.

- Ela disse que veio para ver a sua mãe e eu chamei Margareth. - disse ele se intimidando com meu olhar.

- Por acaso você viu alguma das duas comentando para onde iam? - perguntei.

- Não, mas elas seguiram por ali. - O armário disse apontando para a loja de doces do outro lado da rua.

- Obrigado pela informação.

Eu sei que sou um gênio, mas nem precisa me idolatrar. Quinn ficou com seus olhos brilhando com minha esperteza.

Capítulo 5 - Loja de doces.

Quinn e eu fomos correndo para a loja de doces. Poucas pessoas se encontravam lá, mas em um dos lugares estava uma moça de costas com o capuz preto, mas minha mãe não se encontrava ali também.

- Quinn finja que vai no banheiro e olhe o rosto daquela moça. - sussurei.

- Acha que pode ser ela? - perguntou baixo.

- Claro, quem mais poderia ser?

Quinn andou lentamente ao banheiro e assim pôde identificar o rosto da mulher, então voltou balançando a cabeça querendo dizer um sim.

- Quinn agora sente ao lado dela e pergunte discretamente sobre nossa mãe. - mandei.

- Tudo bem, vou me arriscar. - Quinn concordou.

Quinn chegou perto de Mary e disse:

- CADÊ A MINHA MÃE? RESPONDE AGORA SE NÃO EU TE MATO COM MINHA ARMA NO BOLSO! - disse quase gritando.

Enquanto Quinn falava eu anotava tudo no meu diário de aventuras:

(...) Armários lentos e eu Quinn nos direcionamos a loja de doces quando encontramos Mary lá (...)

Não me assustei no jeito que Quinn falou, a essas alturas eu faria bem pior...

Mary se assustou com Quinn e então começou a gritar como se estivesse vendo um monstro na sua frente e disse que não ia falar onde estava nossa mãe e que nós morreríamos de fome.


Eu achava que ia haver um tiroteio, mas foi um pouco mais calmo do que eu pensei.

O pessoal da loja ficou olhando para elas com cara de bocós, porque não estavam entendendo nada.

Quinn com muita raiva pegou Mary pelos cabelos e os puxou e Mary começou a gritar de dor.

- Está doendo? - disse Quinn.

- ME SOLTA ! AGRESSORA! - disse Mary.

- Diga onde minha mãe está ou eu vou te matar.

- Eu vou chamar a polícia - gritou Mary de dor.

Quinn e eu saímos da loja com a Mary, prendendo-a com um tipo de fio que trouxe de casa.

- Me solta, agora! - disse Mary.

Eu e Quinn a levamos até um beco vazio da cidade. E a colocamos sentada no canto e ela não conseguiu fugir.

- CADÊ A MINHA MÃE? - disse eu.

- CALA A BOCA MOLEQUE! - disse Mary.

- Não fala assim com ele! - Disse Quinn chutando a cabeça de Mary com seu salto.

Mary ficou quietinha.

- CADÊ A NOSSA MÃE!? - disse Quinn

- Não vou te falar.

- Então eu vou te espancar até você morrer sua desgraçada.

Capítulo 6 - A História de Mary - Parte I, Incompleta.

- Certamente não quero briga. Vou falar tudo que a Margareth fez comigo, e depois falarei onde ela está, mas se me soltarem. Vocês precisam de mim, senão... Não acharão sua mãe.

Quinn me chamou para decidirmos o que faríamos com Mary, eu achava que Mary poderia dar um golpe na gente, o que era parcialmente possível. Então fizemos o seguinte... Nós pegamos Mary e a levamos até em casa, para nos contar o que aconteceu com ela e minha mãe.

Andamos com uma drogada, desvairada, manipuladora e sem miolos, pelas simples calçadas, sem ela dar nenhum golpe, para tentar fugir de nós. Talvez um progresso? Bom... Talvez.

Viramos a rua da nossa casa, e vimos um carro de polícia parado em frente à ela, o que me desesperou. Eu corri até lá e deixei Mary e Quinn pra trás.

O policial era um palito seco, mais magro do que o Jackson, usava um quepe e um uniforme acabado, com uma estrela de xerife de rodeio. Cheguei perto dele e perguntei:

- O que aconteceu, senhor guarda? - Perguntei, enquanto tentava olhar a casa por fora. - Ah não, o Jackson ligou para a delegacia, não é ? Esse menino leva tudo ao pé da letra.


O guarda olhou para mim com cara deVocê é vidente?.

- Sim, ele ligou. - disse o guarda com a voz mais fina que a do Stewart Little.

Continua...

Sobre o Autor

Nome: Gabriel

User: Tatadaniyayabruno

O que gosta de fazer: escrever histórias, mexer com HTML e CSS.

Resumo:
12 anos, mora em Mogi das Cruzes, São Paulo. Criou uma conta no neopets com 11 anos, apesar da nova conta só ter 7 meses. Gosta do pessoal do fórum 22 e seu número favorito é 7. Odeia se socializar com novas pessoas pessoalmente, mas as vezes isso é preciso.

Aprendeu a mexer nesse site com ajuda de sua amiga Isadora (isadora1408) e agora é viciado.




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