Introdução
Bem vindo aos Extras da Família TB! Aqui você encontra coisas variadas como dicas de desenho, curiosidades das autoras e outras coisas que deram vontade de escrever. Fique à vontade para bisbilhotar! =)
F.A.Q
Como Você faz as Screens?
Bem, muita gente têm me perguntado isso, e decidi pôr uma explicação bem básica aqui.
Já que eu não tenho tablet e nunca consegui aprender a mexer no Photoshop (é complicado demais!! Tem mil botões diferentes, não consigo achar a ferramenta pra fazer um risco!! ToT)... eu faço minhas screens no bom e velho paint! ^^ Sim, no mouse mesmo! Leva tempo, mas é simples.
Veja à seguir um 'passo a passo':



Espero que seja útil para outros desenhistas e, mais uma vez, peço para não copiarem minhas idéias nem meus desenhos.
Nós na vida real

nome: Luiza idade: 19 anos (ou seja, VELHA! xD) altura: 1,51m série: 1º ano da faculdade (sim, FACULDADE! XD) de engenharia ambienal hobbies: desenhar, ler mangás ou livros de fantasias épicas, jogar neopets, vestir cosplay. características: silenciosa, tímida, politicamente correta, desorganizada, criativa, competitiva e muito, MUITO estranha. (acreditem em mim quando digo isso!) habilidades: super-inteligência (que tipo de pessoa traz pra casa 4 provas no mesmo dia e todas com um 10??), desenhar no paint. Também é boa em fazer sombras na parede com as mãos! o.o ?? mangás favoritos: Death Note e Sunnadokei! músicas favoritas: músicas de animês em geral, além de Owl City, Nickelback e RHCP =) sonho: Receber minha carta de Hogwarts!! XP curiosidades: Jogo neopets há seis anos. Sou mais velha que a grande maioria daqui, mas nunca me canso de jogar! Na verdade, meu cabelo é curto e uso óculos. Me visto absurdamente mal desde sempre (pelo menos é o que minha irmã diz sempre XD) Minha orelha esquerda é realmente meio pontuda, como nas screens.
Sou vegetariana.
Não importa onde eu esteja, sou sempre a menor da sala! :P
nome: Beatriz apelido: Biat idade: 16 anos série: vai para o 2º colegial (mas nossa escola tem 4 colegiais! o.o) altura: 1,47m hobbies: desenhar (bem melhor à mão do que no paint!), jogar Playstation (RPG), montar lego e tirar fotos. características: agitada, barulhenta, animada, mandona, criativa, sincera (até demais) e não muito inteligente (Que tipo de pessoa tira 1,68 numa prova que vale 10??) habilidades: super-força (luta judô), toca flauta e guitarra. mangá favorito: Chrno Crusade!!!! músicas favoritas: J-music, rock (AC/DC Guns...) Avril Lavigne(AAAMOOO) e Evanescence. sonho: Quebrar as duas pernas para poder andar de cadeira de rodas! (fala sério, aquilo deve ser muito legal! *-*) curiosidades: Gosta de misturas estranhas (viva o sanduíche de salame com chocolate!!), odeia saias ou vestidos e não suporta pimenta.
Uma vez, quando era pequena, ela saiu rolando de tonquinha na ladeira da nossa rua... rolou por pelo menos 15 metros. O_O
Tropeçou e quebrou o dente da frente, há alguns anos. O dente está remendado com resina e é um pouco mais escuro que os outros dentes.
Gosta de amassar latinhas de refrigerante vazias com as mãos. (!)
Awards das Screens
Agradeço muito a quem me deu esses awards^^

    
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Encerramento
Hissi
MAU COMEÇO
É um Hissi!!
Foi sempre assim. Desde o meu nascimento sou acompanhada de exclamações desse tipo. "Um Hissi!!", "É raro!!", "Eu vi primeiro, eu é que vou adotar!!" e por aí vai.
Adotar...
Pois é, o orfanato é um local que conheço bem até demais. Fui mandada pra pela primeira vez quando era muito nova. Lembro-me de ver os outros neopets olhando pra mim sem tentar disfarçar a inveja. "Hissis são edição limitada, essa aí vai arranjar uma família rapidinho", diziam. Não deu outra. A procura por hissis era mesmo grande, um grande número de pessoas logo se ofereceu para cuidar de mim. "Você tem sorte!", disse aquela Uni rosa do Orfanato, enquanto me entregava ao meu novo dono.
Sorte...
Não, sorte não era exatamente a minha palavra. Não durei um mês com a minha nova "família". Voltei pro orfanato e a cena se repetiu diversas vezes. As pessoas queriam me adotar por causa da minha espécie. SÓ por causa da minha espécie. O problema é que pessoas que pensam assim tendem a enjoar logo de seus pets e os abandonam.
De novo, e de novo e de novo...
Um dia fui parar numa família cheia de pets "raros" como eu. A dona gostava da ideia de colecionar pets pintados. Adotava por esporte e não dava atenção nenhuma aos seus 20 neopets. Não demorei a perceber que ele pretendia me usar apenas como moeda de troca para conseguir um neopet ainda mais raro.
Nesse dia fugi.
Passei parte da minha infância perambulando pelas ruas de Sakhmet, arranjando pequenos trabalhos para poder comer e dormindo onde dava. Com algum esforço, consegui comprar uma capa qasalana grande o suficiente para me cobrir e esconder o fato de eu ser uma Hissi. Já estava me adaptando à ideia de viver sozinha quando um dos guardas do palácio percebeu a minha presença e mandou um aviso àquela Uni rosa.
Fui levada de volta ao orfanato.
Dessa vez estava decidida a que a história não se repetisse. Ao invés de ficar à vista de todos com os outros neopets do orfanato, comecei a passar todo o meu tempo a um canto, totalmente coberta pela capa. Os visitantes não me davam atenção e eu ficava grata por isso, enquanto que a Uni me olhava com reprovação. Assim foi durante meses.
Até aquele dia...
Uma garota humana chegou ao orfanato. Não parecia estar à procura de um neopet, viera só entregar uma encomenda na recepção. Mas então ela me viu, a bolinha coberta por uma capa. Andou devagar na minha direção e me perguntou por que eu não estava brincando lá fora com as outras crianças do orfanato. Respondi-lhe que não tinha vontade. Ela ficou me olhando por um tempo e se sentou ao meu lado. Ficamos conversando. Percebi que ela estava curiosa para saber como eu era, mas não tentou olhar por debaixo da capa nenhuma vez. Passado certo tempo, ela me perguntou há quanto tempo eu estava ali no orfanato. Quando lhe contei, vi seus olhos se encherem de espanto e pena. Ela ficou em silêncio durante algum tempo e, em seguida, fez a pergunta que mudou a minha vida.
Não quer ir lá pra casa?
E sorriu, ansiosa pela minha resposta. Eu a olhei sem acreditar. Ela não sabia como ou o que eu era, e ainda assim estava disposta a me adotar. E mais: estava pedindo a minha opinião. Virei em sua direção para poder vê-la melhor mas, nesse momento, meu capuz escorregou. Eu crescera, estava grande demais para me cobrir facilmente com aquela capa. Puxei-o de volta imediatamente, mas o estrago tinha sido feito. Pude ver o queixo da humana cair quando me viu. Seus olhos se arregalaram.
De novo não!", pensei.
Após alguns instantes de muda surpresa, a garota voltou a falar. "Você não gosta de ser uma Hissi?.. por que se esconde?". Ela não tinha corrido à Uni rosa e gritado que queria aquela Hissi imediatamente. Ela não tinha usado a palavra "raro" nenhuma vez. Contei-lhe a minha história. Ao terminar, ela tinha os olhos brilhantes. Sem aviso, me abraçou com força. Fiquei paralizada. Havia muito tempo eu não tinha contato com outro ser vivo. "Está tudo bem", ela disse. "Se você quiser ir morar comigo, eu prometo que vou cuidar bem de você e que nunca, nunca, nunca, nunca vou te abandonar".
Já fazem seis anos. Ela cumpriu a sua promessa.
FAMÍLIA
Ainda me lembro da primeira vez que entrei na casa da Família TB. Havia duas meninas mais novas que eu e um Cybunny muito novinho que, aparentemente, havia acabado de ser criado. Eram todos de uma alergia espontânea que me assustava. As meninas, uma Acara e uma Kougra, pareciam simplesmente encantadas por ter ganhado mais uma irmã e não pareciam sequer saber que havia diferença entre as espécies de neopets. Naquela casa, a diferença não existia. Minha nova dona (ou, como ela logo insistiu para que eu a chamasse, mãe) inclusive me garantiu que, assim que ela conseguisse juntar dinheiro, poderíamos comprar uma poção para mudar a minha espécie.
Logo todos me tratavam com intimidade até demais. Lucimara, a Kougra, assim que percebeu que eu não me sentia à vontade para brincar com elas, me deixou em paz. Já Lica, a Acara, insistiu durante muito tempo para que eu participe, chegando a me irritar em certas ocasiões. Ela me provoca de vez em quando até hoje, pra me ver irritada. Acha engraçado. No fundo sei que é brincadeira, então nunca brigamos sério. Já o Bunny, logo que começou a se virar sozinho para andar e falar, parece que adotou como um verdadeiro passatempo a história de me irritar. Deve achar muito divertido mesmo, porque parece que sempre que olho pra baixo ele está me cutucando, ou me imitando, ou tentando me dar um susto, ou cantando alto. Uma vez ele decidiu que seria divertido rabiscar na minha cauda. Nossas brigas são constantes, mas ele sempre age como se nada tivesse acontecido. É uma criança estranha.
Com o passar dos anos, nossa família cresceu. Vieram o Harry, a Sharn e, finalmente, Kasayda. Kasayda era um Flotsan quando o conheci. Um flotsan invisível. Descobri que, assim como eu, ele passou uma temporada prolongada no orfanato mas, ao contrário de mim, que tentava se esconder, ele tentava se fazer notar, sem sucesso. As pessoas geralmente escolhem com os olhos que neopet adotar, sei bem disso, e um neopet invisível não conseguia ser notado no meio dos demais. Brincar com as outras crianças também era algo complicado, muitos achavam assustador a ideia de não enxergar seu parceiro de brincadeiras.
Nossas histórias eram diferentes, mas não demoramos a perceber que, no fundo, éramos iguais. Hoje ele é um Eyrie, ainda invisível, e eu, após certos acontecimentos, me tornei fantasma. Kasayda e minha mãe são as pessoas mais próximas de mim. Costumamos treinar juntos na Academia da Ilha do Mistério. Descobri que treinar é relaxante, faço isso sempre que possível. Via o quanto minha mãe se esforçava para bancar os hobbyes de cada um de nós - nosso treinamento, os livros do Harry, os passeios da Sharn, as roupas da Lica, comidas gourmet da Lucimara, brinquedos do Bunny - e passei a arranjar trabalhos no Mundo das Fadas para contribuir. Minha mãe diz que não ser necessário, mas eu não me importo. Não quero ser um peso.
Um dia, não lembro exatamente quando, cheguei pra minha mãe e disse que não precisava mais comprar a poção. Eu já me aceitava como Hissi, não me importava mais com o olhar dos outros. Mesmo porque, se eu não voltaria pro orfanato, isso não era necessário. Ela ficou radiante, mas estranhou quando voltei a usar minha capa. "É só uma lembrança", garanti. A capa agora não esconde quem eu sou, seu uso é apenas o de um enfeite qualquer.
E assim, entre uma boa mãe, irmãos barulhentos, um companheiro invisível e uma tia maluca, venho vivendo como parte da Família TB. Meu nome é Hissi, e essa é a minha história.
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