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Bem-vindo! Esta petpage é uma história sobre vampiros (completamente reformulada e muito diferente da outra, e até da saga twilight)que eu, Andricla_00, escrevi.
Eu sempre amei ler e á bem pouco tempo descobri a paixão pela escrita!

Atenção!: Esta história está em PT (português de Portugal), se surgir alguma dúvida em relação a uma palavra, por favor, mande NM. Obrigada.

Well, espero que gostem da minha história e mandem NM caso surja alguma dúvida e/ou sugestão ou até uma critica.

Save the Pitbulls!


Regras

Não copie história/lay/qualquercoisa;

Link-me, se gostou da história;

Se passar a seguir a minha história, manda NM! Para eu poder actualizar as parte dos seguidores.

Save the Pitbulls

Os Pitbulls podem não ser a raça de cão que pareça mais amigável e, admito, eu também não era grande apreciadora desta raça, mas era completamente incapaz de lhes fazer algum mal.
Um dia, vi na rua uma criança pequena, quatro ou cinco anos, com um pitbulls pela trela. Eu pensei, Meu Deus! Que pais irresponsáveis! Deixam uma criança andar com um cão perigoso pela trela?
Então, a criança tropeçou e caiu. Os pais estava distraídos a fazer outra coisa qualquer e não repararam no que aconteceu. O cão, sim o cão, ajudou a criança a levantar-se e lembeu-lhe o corte que esta tinha feito na perna! Eu fiquei maravilhada com tal acontecimento.

Foi aí que cheguei à conclusão que os cães são maus ou não segundo o treino que lhes é dado. Estes cães, apenas são considerados perigosos porque são grandes e fortes. Logo, os ferimentos que causam são muito maiores que um caniche ou um pincha causaria.

Agora, olhe para a seguinte foto:



Acha que esta criatura linda era capaz de fazer mal a alguém? Pense nisso, por favor.

Notícias

28/12 - Novo laytout e 2 novos capítulos.
23/12 - Actualização da pp em geral.
07/06 - Inauguração da secção "Seguidores" e três novos seguidores!
15/05 - Re-inauguração da história! Prólogo e primeiro capítulo disponíveis! Contador a partir de hoje!

Capítulos

Prólogo
Capítulo I
Capítulo II
Capítulo III
Capítulo IV
Capítulo V
Capítulo VI
Capítulo VII

Seguidores

Bem, aqui vão estar as pessoas que seguem a história. Todos os users que estiverem aqui vão receber um NM a cada capítulo novo!

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Ideia by: marimari_12!

Prólogo

Neste momento impõe-se uma questão:
Sim ou não? Faço-o ou não?

O amor é sempre mais forte que a razão...

Capítulo I

-Amo-te, Des!

O meu nome é Destiny, o que quer dizer Destino, irónico... Já que não tenho nenhum destino sorridente á minha frente.
Nasci vampira. Como pode ser?
Os meus pais foram transformados poucos anos depois de eu nascer e, aos 19 anos, decidi que queria transformar-me também. A maior parte dos meus amigos e família era vampira... Eu também quis ser.

Amo-te, Des!", foi o Will que disse.
Will é o meu "namorado", não sei explicar bem! Eu ainda não ouvi "Queres namorar comigo, Destiny?", mas já ouvi "Amo-te!
- Amo-te, Will! - respondi, sorrindo.
Rakel, a minha prima, olha-me com um olhar que diz, Tem cuidado! É que não é suposto os vampiros e os humanos se apaixonarem, quanto mais namorarem.
Este facto pode levar á quebra das regras do nosso mundo. Apesar disso, Will já sabe que eu e a minha família somos vampiros, ele descobriu sozinho.

Nesse dia, Will pareceu-me doente. As suas pulsações estavam aceleradas e até o seu cheiro me parecia diferente.
- Will, tu estás bem? Pareces-me meio doente... - perguntei.
- Na verdade, tenho uma dor de cabeça como nunca tive! - respondeu.
Olhei para ele. Já que tinha o dom da clarividência, ter palpites sobre o futuro, percebi que tínhamos que ir ao hospital.
- Amor, temos de ir ao hospital, explico-te no caminho.
Ele assentiu com a cabeça e dirigimo-nos para o portão da escola onde andávamos. Lá, á nossa espera, estavam Rakel e Geoffrey, meu pai e vampiro.
- Pai! - chamei, alegremente - Que fazes aqui?
- Destiny, - respondeu-me - a Rakel disse-me que se passava alguma coisa.
Olhei para Rakel, ela tinha um sorriso cínico colado á cara. Só me apeteceu tirá-lo à chapada.
O meu pai sabia do Will, não percebi qual era o problema. A menos que...
- Rakel, - disse, sorrindo - posso contigo por um minuto?
- S-sim, claro! - respondeu, atrapalhada.

Deixamos o meu pai a olhar fixamente para Will e este a tentar disfarçar. Se não fosse o momento, isto seria hilariante.
- Des, despacha-te! - implorou Will.
Sorri-lhe para o sossegar.
- Destiny, podes dizer? É que eu tenho pressa! - disse a minha prima.
- Olha, eu não sei qual é o teu problema, mas eu quero saber porque é que foste chamar o Geoffrey! - gritei-lhe. Depois, olhei para eles, de novo, e sorri.
- Des, tu sabes qual é o meu dom? - indagou, Rakel, com um sorriso.
- Não, e não quero saber! - respondi.
- Bem, eu digo-te na mesma. Eu consigo ver que humanos estão doentes, e o teu está e não é pouco! - explicou, sorrindo.
Virei-lhe as costas e fui ter com Will.
- Will, vamos? - perguntei - Ah, e Geoffrey, não há problema nenhum! Não te preocupes, a Rakel, exagerou...

Eu e Will saímos da escola e expliquei-lhe:
- Amor, não temos muito tempo! É o seguinte, a Rakel tem um dom que lhe diz que os humanos estão doente e qual a gravidade dessa mesma doença. Ela diz que tu "estás doente, e não é pouco!

Nesse momento, Will desmaiou, batendo com a nuca no passeio.

Capítulo II

Mal chegamos ao hospital, levaram o Will para longe de mim, fiquei sem saber nada dele durante duas horas.

De repente, tudo parou. Soube, visto ter o dom da clarividência, que Will ia morrer. Não, pensei, não pode ser, Will não pode morrer. Não vou poder viver sem ele.
- Menina Zenati? Temos os resultados dos exames. - chamou a enfermeira.
- Sim, sou eu! Como é que ele está? - perguntei, apesar de saber a resposta.
- Ele está acordado! - sorriu a enfermeira - Mas, para lhe dizer a verdade, o estado dele é critico. Os médicos admiraram-se por ele ter acordado, se quer.
Fiquei a olhar para ela sem conseguir articular uma única palavra. Tinha que pensar rápido. Então, uma ideia surgiu-me.
- Ah, compreendo. - tentei parecer desolada - Mas será que posso falar com ele?
- Com certeza. - sorriu a enfermeira, mais uma vez - Acompanhe-me, por favor.

Segui atrás dela, parecia que os compridos corredores do hospital nunca mais chegavam ao fim. Tive tempo para pensar, até de mais, no que estava a acontecer e como iria resolver a situação. Começava a gostar cada vez mais da ideia que me tinha surgido.
Geoffrey e Neil (meu irmão mais velho) iriam ter uma opinião sobre isto, e eu teria que a acatar... A não ser que... Finalmente, chegamos a um quarto bem iluminado ao fundo de um corredor.
- Amor! - chamei.
Ele olhou para mim e de seguida para a enfermeira. Percebi, quase imediatamente, que ele queria falar comigo a sós.
- Hum, acha que nos pode deixar a sós? - supliquei.
- Bem, eu não sei... - ela pareceu confusa - Está bem, acho que mal não fará.
- Des, eu vou morrer! - disse Will, mal a enfermeira fechou a porta atrás de si.
- Não vais, amor, não vais! Eu encontrei a solução... - comecei.
- Sim? E qual é? - interrompeu-me.
- Tu - hesitei - vais-te transformar num vampiro.

Durante alguns segundos, Will não disse nada. Pensava, apenas. E eu ouvia o coração dele bater cada vez mais acelerado, perguntei-me em que é que eu estaria a pensar que o poria tão ansioso.
Eu também estava ansiosa, e não era pouco. O que diria Geoffrey? E Rakel? O meu pai iria-se opor, certamente. E Rakel faria tudo para me complicar a vida. Mas o amor está a cima de tudo. Até dizem que o amor entre uma humana e um vampiro é mais forte que o mais amor forte possível entre humanos. E, não seria por causa de uma doença humana que ele iria acabar.

A transformação de humano para vampiro não é dolorosa, ao contrário do que a cultura popular dizia. É mais como uma picada de alforreca agradável. Como uma mordida de cão doce. Por isso, seria uma boa experiência para Will e também para mim, pois o vampiro que morde sente o prazer do sangue na sua boca.

Olhei para Will, ele estava a preparar-se para falar. Eu só conseguia pensar que ele era o grande amor da minha vida e que teria que arranjar uma solução. De repente, uma lâmpada ligou-se na minha mente.
- Des, tu sabes que não podes! É proibido! - disse Will, por fim.

- Não, - respondi, sorrindo - se parecer um acidente

Capítulo III

Peguei no meu telemóvel: "1 mensagem nova e 5 chamadas não atendidas".
O ecrã mostrava que eu tinha uma nova mensagem escrita. Abri a mensagem.

Dizia: "Destiny, tu nem te atrevas! Sei muito bem o que vais fazer, pára. Não podes comprometer a honra da nossa família e a tua existência por causa de Will. Liga-me assim que leres esta mensagem.".

A mensagem e as cinco chamadas não atendidas era da minha mãe, Haven. Ela, tal como eu, tinha o dom da clarividência. Mas, claro, muito mais forte e aperfeiçoado que o meu. Vi, instantaneamente, que a minha mãe já sabia o que era provável que fosse acontecer.
Não lhe liguei e apaguei a mensagem. Não queria falar com ela, muito menos naquele momento. Iria recriminar-me e obrigar-me a sair da cidade tal como aconteceu a Rakel, quando se apaixonou por Jesse, fazendo toda a família mudar-se de Chicago, Illinois para Olympia, Washington .

Entretanto, Will estava cada vez mais frágil e eu sem tempo algum para pensar no que iria fazer a seguir.
- Des? Dói-me muito a... - dito isto, Will desmaiou.
- Enfermeira? - chamei, histérica.
Nesse momento, a enfermeira entrou e administrou-lhe alguns medicamentos e avisou-me que o médico iria falar comigo dentro de alguns minutos.

Aneurisma. Will tinha um aneurisma. Na cabeça. Estava prestes a morrer, disse-me o médico. Deveria leva-lo para casa para passar os últimos momentos com a família.
Corri, o mais que pude, até encontrar o ar fresco do dia que estava a começar. Como poderia isto estar a acontecer? A mim? Demasiado difícil para eu conseguir admitir que era verdade. Will ia deixar-me, ia morrer.
Mas eu não ia deixar que isso acontecesse. Nem que a minha vida ou a minha honra dependessem disso.

Assinei os papéis em como Will ficaria à minha responsabilidade e levei-o para longe daquilo tudo e expliquei-lhe o que se passava e como iria resolver o problema.

A minha mãe ligou-me a meio da minha conversa com Will, decidi atender.
- Estou, mãe?
- Destiny! Porque não me ligaste? Já fizeste alguma coisa de que te arrependeste? - perguntou, pareceu-me realmente preocupada.
- Mãe, tem calma! Não, não aconteceu nada. Mas vai acontecer... - comecei.
- Tu nem te atrevas Destiny Anne Zenati! - interrompeu-me. - A honra da tua família está em causa. Tu não vais fazer nada.

Afastei-me, para que Will não pudesse ouvir a conversa.
- Para si é tua família para cá, honra para lá. Não se importa que a minha vida também esteja em risco? E, nem vale a pena interromper-me outra vez, eu vou fazer isto. Mãe, espero que compreenda. - disse.
- Destiny, filha. Tu estás a por em risco tudo que te é precioso, não percebes? - explicou ela.
- O Will é a coisa mais preciosa que tenho, não o posso perder! - implorei para que ela percebesse.
- Destiny, fazes o que bem entenderes. Eu não sei de nada, nunca vi nem ouvi nada. - cedeu a minha mãe.
- Obrigada mãe! - exclamei.

Will compreendeu o que se passava e eu dei-lhe a escolher. Se queria morrer ou tornar-se vampiro.
- Vampiro. - disse - Quero ser como tu, meu amor.
Levei-o para sua casa, onde vivia sozinho, pois tinha perdido o contacto com os pais havia muito tempo.
Já no seu quarto, deitei-o na cama.

- Amo-te, Destiny. - disse.
- Também te amo. - respondi. - Agora?
- Sim, agora. - sussurrou.

Aproximei-me dele, devagar. Senti a sua pele quente nos meus dedos, a sua pulsação forte no meu peito. Ouvi o sangue a correr. Mordi-o, na base do pescoço. Onde todos os vampiros mordem as suas vítimas. Will gritou de dor, mas logo adormeceu, no seu último sono.

Capítulo IV

Continuei a sugar o sangue de Will, sem conseguir parar. Simplesmente esqueci tudo e continuei a sugar aquele sangue maravilhoso que nunca provara antes.

Então, algo me fez parar. Foi um gemido de Will. Olhei para ele, tinha o rosto pálido, e lembrei-me porque estava a fazer aquilo. Afastei-me imediatamente dele.
Nesse momento, já não sabia o que fazer. Se ele ia sobreviver ou não. Liguei para Neil:

- Estou? -atendeu ele.
- Neil! Estou muito contente por te ouvir. Olha, acho que já sabes o que aconteceu, certo? - perguntei, a medo.
- Sim, sei. - respondeu.
- O que faço agora, Neil? Ajuda-me! Acho que fiz alguma coisa mal.. - pedi.
- Calma, Des. Como tu devias ter pesquisado, mesmo que o humano fique apenas com uma gota do seu sangue no corpo, tornar-se-á vampiro. Se ficar apenas com veneno, morrerá. Agora, diz-me: não bebeste o seu sangue todo, pois não?
- Não, claro que não! Mas estive tentada a isso... Acho que me descontrolei. - confessei.
- Não te preocupes, Des. Estás em casa de Will, certo? - perguntou.
- Certo. - respondi.
-Vou já para aí. Até já, Des! - despediu-se.

Devem-se estar a perguntar como é que Neil saberia o que tinha acontecido. Bem, ele tem o dom mais incrível de toda a nossa família. Quando se concentra, consegue ver o que já aconteceu a determinada pessoa. Quer seja à dez minutos atrás quer seja à dez séculos.
Neil é também, para além de meu irmão, o meu melhor amigo. Ele não é meu irmão de verdade. Foi a primeira, e última, vítima do meu pai e este descuidou-se ao ponto de deixar que ele se tornasse um de nós. Como se sentia culpado, adoptou-o como seu filho.

Mal Neil chegou, foi ver como estava Will e sossegou-me:
- Ele está normal, Destiny! Não te preocupes, está bem?
Aquilo deixou-me menos ansiosa. Mas, o que aconteceria quando, dali a três dias, ele acordasse e tivesse sede? Talvez se descontrolasse ou talvez não. Só saberia quando chegasse o momento.

- Step one, you say we need to to tlak. We walks, you say seet down it's just a talk... - era o meu telemóvel a tocar, com o tema "How To Save a Live", dos The Fray. Irónico, não?

- Neil, é a Rakel! - avisei.
- Estou, Rakel? - atendi
- Destiny, onde é que raio tu estás?! Está toda a gente preocupada contigo e, agora o Neil também desapareceu! - exclamou, aflita.
- Calma, Rakel. - tentei sossega-la. - O Neil está comigo, fomos apenas dar uma passeio e caçar. Até parece, meu Deus!
- Sim, está bem. A Haven pediu para vires já para casa, parece que o Geoffrey não está muito contente.

Escrevemos um bilhete a Will: "Will, espero vir antes de tu leres este bilhete. Mas mais vale prevenir. Se acordares e estiveres sozinho, não saias de casa. Eu sei que a sede vai ser quase insuportável, mas tens que aguentar. Amo-te, Destiny." E, de seguida, saímos em direcção à nossa casa.

No caminho, falamos no que iria acontecer quando Will acordasse e o que faríamos. Chegamos à conclusão que teríamos de estar lá quando ele acordasse e que devia-mos avisar o tio Braiden, pai de Rakel, que era considerado o chefe de família. Tínhamos que contar tudo, mesmo tudo ao tio. Chegava a ser incomodativo

Talvez o tio estivesse já em nossa casa, à espera. Ele também tinha um dom, mas nunca dissera a ninguém. Demasiado perigoso, dizia ele. Talvez fosse prever o futuro, como a minha mãe ou ver o estado de saúde dos humanos, como a minha prima. Senti que estávamos muito perto de descobrir qual era o verdadeiro dom do tio Braiden
Mas chegamos lá, senti que alguma coisa estava mal. Vi que ia acontecer alguma coisa. E não era nada boa.

Capítulo V

Mal entramos na casa da minha família vimos a minha mãe, o meu pai e o tio Braiden. Onde Rakel estria, era um mistério...

- Destiny Anne, que bom teres-te juntado a nós! - cumprimentou o tio Braiden.
- Tio, o prazer é meu. - respondi, sorrindo. Ser cínica também pode ser considerado um dom? É que se puder, eu tenho dois dons...
- Tio Braiden, mãe, pai. - cumprimentou Neil, secamente.
- Neil, não devias estar aqui. A conversa era apenas com a Des, por essa razão é que a Rakel não está cá. - respondeu a minha mãe. Mistério do paradeiro da Rakel, resolvido.

Mas Neil não queria, de todo, sair e deixar-me sozinha:
- Tio Braiden, se me permite, eu não me vou embora. A Destiny precisa de mim agora, mais do que nunca. - achei que era um acto de grande coragem, por parte do meu irmão. Era por isso que eu gostava tanto dele.
O tio respirou fundo e, então, algo mudou. Parecia que eu estava sozinha com o meu tio, sem mais nada à volta. Como se estivéssemos a flutuar, apenas nós os dois. Finalmente, consegui saber o segredo do meu tio. Não era assim tão espectacular, pelo que vi...

- Destiny, por causa do teimoso do teu irmão, és a única pessoa, para além do teu pai, que sabe qual é o meu dom. - disse, solenemente, o tio.
- Hum, - eu não tinha palavras, não sabia o que dizer. - mas não é assim tão perigoso, tio. Eles, lá na sala, devem-se estar a perguntar onde é que nós estamos!
- Não, Destiny, é como se o tempo parasse e apenas nós os dois o soubéssemos. Bem, vamos ao que interessa?
Já sabia qual era o dom do tio Braiden, agora. Não me serviria de nada para o que vinha a seguir.
- Claro, tio! - respondi.
- Destiny, soube o que fizeste. - começou. - Para que saibas, não acho que tenha sido um erro assim tão grande. Eu próprio transformei a Rakel e tentei transformar a sua mãe, mas não consegui.

Fiquei de boca aberta com aquelas revelações. O tio Braiden, chefe temido da família, tinha quebrado a regra de não-criação de vampiros. Essa regra só fora imposta quando os vampiros começaram a ser em tantos, que era praticamente impossível encobrir todos os homicídios.

- Continuando, tens que controlar o teu vampiro, qual é mesmo o nome dele? - perguntou, confuso.
- Will, tio, Will Brown. - respondi.
- Will, pois. Mais vai deixar de ser Brown, vai ter que ser Zenati, para se integrar no meio. - pensou alto, o tio. - Bem, minha querida, já sabes o que tens a fazer, certo? Mantê-lo controlado, evitar que ele dê nas vistas e explicar-lhe a situação.
- Claro, tio. - assenti.
- Ah, e a família desse jovem? - perguntou.
- O Will deixou de ter contacto com a família há muito tempo, acho que vivem na Europa, ou assim. - expliquei.
- Bom, então isso não será um problema! - alegrou-se ele.
Para além desta conversa o tio fez-me prometer que não diria a ninguém qual era o dom dele, nem mesmo a Neil. Prometi, claro, afinal o tio Braiden é o chefe de família, se eu não respeitasse uma ordem sua seria banida da família, o que não era nada bom.

- Tens também que ensina-lo que os humanos que caçar só podem ser delinquentes e que tenham feito algo de mal. Para não se notar a sua morte e não castigar pessoas que levam uma vida de bem, percebeste?
- Sim, tio. Nem eu o ia ensinar de outra maneira. - assenti, novamente.

Capítulo VI

Quando dei conta, estava de volta à sala, com toda a minha família. Pensei como é que o tio ia resolver isto, já que tinha conversado comigo sem que ninguém desse por isso.
- Bem, Destiny Anne, acho que sabes o que deves fazer, vou confiar na tua decisão. - declarou o tio, deixando todos na sala olhando para ele boquiabertos.
- Claro, tio. Sinto-me honrada por confiar em mim. - respondi. Pensei que seria melhor dizer alguma coisa deste tipo, visto que o tio nunca confiava em ninguém sem ser ele próprio.

Quando eu e Neil saímos de casa, nunca pensei que fosse acontecer tal coisa. Finalmente tinha descoberto o dom do tio Braiden, não era nada de especial como ele dera a entender. mas era certamente perigoso para os seus inimigos.

- Des! O que se passou ali? - perguntou o eu irmão mal entramos no carro.
- Como assim, Neil? - respondi, mandando-lhe o meu melhor olhar de "Explico-te depois!" - Não se passou nada de extraordinário, fiquei apenas eternamente grata por o tio ter confiado na minha decisão.
- Pois, acho que foi isso... - respondeu, meio confuso, o meu irmão.
Quando nos dirigíamos para casa, notei que algo não estava bem. O meu dom estava a trabalhar e fiquei com medo por causa disso, já que a maioria das vezes não antevia nada de bom.
- Neil, acho que estamos longe o suficiente para te poder dizer o que aconteceu naquela sala. - comecei.
- Destiny, eu sei o que aconteceu. Conheço o dom do tio há muito tempo. Descobri-o quando comecei a fazer parte do clã, uma noite o pai e o tio estavam a conversar eu estava encostado à parede na sala contínua e eles começaram a falar do dom do tio sem mais nem menos. Como não é suposto eu saber, não disse nada a ninguém. bem, é isso. Não precisas de te preocupar. - acabou ele com um sorriso.
Este discurso deixou-me boquiaberta, nem sabia o que dizer.
- Bem, vamos mas é voltar para casa. O Will já deve estar a começar a não aguentar! - lembrei-me de repente do meu namorado recém-nascido vampiro, que confusão ia na minha vida!

Quando chegamos a casa, o Will tinha desaparecido apesar de estar tudo intacto em casa. Comecei a desesperar, o que teria acontecido a Will?
- Will? Will? - gritei. - Onde é que ele estará, Neil?
- Calma, Des! Ele tem que estar em algum lado, vamos começar pelo princípio. - disse, tentando acalmar-me.
- Sim, pois... Tens razão, vou ligar para o telemóvel dele. - respondi, procurando o meu.
O telemóvel chamou durante algum tempo, até que atendeu uma mulher.
- Estou sim?
- Desculpe, quem é que fala? - perguntei. - Este telemóvel não é, certamente, seu!
- Pois, sim. Este telemóvel é do meu namorado. Acho que tenho direito de atender, não concorda? Agora, diga-me quem fala? - respondeu a rir-se.

Desliguei a chamada, sem querer acreditar no que acabara de ouvir. O que se passava? Quem seria aquela mulher? Onde estaria Will?
Em poucas palavras expliquei tudo a Neil, ele saberia o que fazer.

Eu sabia que Will era incapaz de me trair, mesmo estando louco pela sede, ou será que não?

Capítulo VII

Só quando comecei a raciocinar é que me lembrei. A transformação humano-vampiro demora três dias e aquele "pequeno passeio" nem três horas tinha demorado. Comentei com Neil.
- Realmente, nem se quer me tinha ocorrido que alguém o pudesse ter tirado daqui. – respondeu. – Mas a fechadura não está arrombada. Tem que ser alguém que tenha a chave…
- Ou, então, alguém que tenha conseguido roubar a chave. - afirmei.

Quem é que se ia dar ao trabalho de roubar uma chave para raptar Will, um humano/vampiro ainda desconhecido no nosso mundo? Um dos inimigos da família? A família Shreve, talvez? Eu pouco sabia sobre a história da inimizade entre as nossas famílias. A única coisa que sabia era que Drake e Alana costumavam ser amigos da família mas, alguma coisa aconteceu e deixaram de se falar. Um dia, Alana tentou falar com a minha mãe e esta expulsou-a de nossa casa, por isso presumo que tenha sido algo de grave.

- Hum, Neil? Achas que foi o Drake Shreve? Ou a Alana? - perguntei, a medo. Esta família eram um assunto completamente proibido na nossa casa.
- Sim, sim! - afirmou ele. - Tenho a certeza que foram eles!
- Era só uma ideia, como podes ter tanta certeza? - perguntei, admirada.
- Bem, são os únicos inimigos da família, certo? - respondeu, atrapalhado.

Isto deixou-me um pouco desconfiada, como é que ele poderia ter a certeza que os culpados eram os Shreve? Mas, ele era meu irmão, porque é que havia de não confiar nele?

- O que vamos fazer, Neil?
- Vamos... Esperar! - repondeu, sorrindo.
- Esperar?! - admirei-me.
- Sim, esperar que ele volte para casa! - voltou a insistir o meu irmão.

Nesse momento, percebi. O meu irmão estava-me a esconder qualquer coisa. Mas... Seria uma coisa boa ou má? Decidi investigar sozinha.

Depois de me ir embora daquela casa, voltei a ligar para o telemóvel de Will, com número não-identificado.
- Estou? - respondeu-me a mesma voz.
- Estou, boa tarde! - disse, tentando disfarçar a voz.- Posso falar com o senhor William Brown?
- Ele não está de momento. Quer deixar recado? - informou a voz.
- Bem, pode dizer que... - tinha que pensar rápido. - Haven Zenati tentou contacta-lo?
- Ah, senhora Zenati! Podia ter dito logo quem era. - disse aquela mulher, agradavelmente.
- Sim, pois... - comecei.
- Bem, vamos falar de coisas sérias, não tenho tempo a perder! - interrompeu-me. - Quando nos podemos encontrar?
- Eu, eu acho que devemos falar apenas por telefone. - respondi, atrapalhada.

A minha mãe! A minha própria mãe, que amo e sempre amei. O amor da minha vida desapareceu enquanto estava em plena tranformação. Sabe-se lá o que é que ele sofrerá quando acordar! Ela está metida nisto! Quem mais estará?

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