Monique
Eu: *Distraída conversando com a Monique* Oh, olá guest, seja bem vindo c:
Monique: Ei, quem pensa que é para aparecer assim derrepente?
Eu: Não dê importância à ela, anda estressada por causa dos livros que perdeu.
Monique: Aaah, mas não serei eu a única a ficar zangada *sai de fininho para executar seus planos diabólicos*
Eu: Melhor eu ir atrás dela, não é uma boa idéia deixá-la sozinha. Aproveite os tutoriais, e não esqueça-se de linkar a página ^^

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28/11/11: Infelizmente o tutorial acabou ficando "bugado" devido a modificação dos códigos HTML do neopets (sim, isso aconteceu faz muito tempo), mas devido aos estudos não tive tempo de arrumar. Prometo que até começo de fevereiro do ano que vem o tutorial estará de volta c:

27/11/10: Eu gostaria de adicionar novos tutoriais para lhes ajudar. Então, se tiver alguma idéia e quiser compartilhar comigo, eu ficaria agradecida ^^
17/05/10: YAAAA! Um layout totalmente novo e muito mais bonito! Espero que gostem (:
14/05/10: A história de Monique está a ser construída. Por que não dá uma lida e me manda um neomail a falar algum comentário?
06/04/10: OH YEAH! Finalmente um novo layout! Já estava na hora...
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Sobre Monique


Nome: Monique Flowk Handson (Mo-ni-qe Flo-u-c Rén-dssom)
Apelido: Mone (Mô-ne)
Idade: 14 anos humanos
Aniversário: 17 de novembro
Signo: The Farmer
Custon: Cabelos na altura do ombro de cor castanho claro; olhos azuis com aspecto frio. Vestido verde musgo acima do joelho, meia calça branca e sapatilha/all star verdes.

Prólogo ;
Por Mone


Um livro pode esconder muitas histórias, as quais você nunca seria capaz de entrar literalmente nela. Porém, um livro que surgiu como uma pedra em meu caminho possibilitou algo que para muitos (todos, podemos dizer) seria algo impossível: Entrar literalmente em um livro.
Como? Entrando oras, e sentindo na pele as emoções e a sensação de viver tal aventura.
Porém, quem diria que entrar literalmente nesses inocentes livros poderia causar tanto problema, e chegar a mudar permanentemente o destino de duas ou mais pessoas?



Biblioteca ;
Por Tereza


Monique é minha filha única e moramos no mundo das fadas. Trabalho como bibliotecária, e Mone sempre está no trabalho comigo quando não está na escola.
Ela nunca conheceu seu pai, e pretendo nunca lhe contar quem ele era e o motivo de ele não viver conosco.
Fico aqui na biblioteca do mundo das fadas desde as 8 horas da manhã até as 4 da tarde. Não, nós não vendemos livros, você só pode alugá-los. Muitos seres vêm até aqui todos os dias.
Não é um trabalho difícil, porém é cansativo já que você sempre tem que ajudar os visitantes a encontrar os livros.

Mone, o que você está fazendo? - Lhe perguntei, preocupada por ela estar tão quieta.
Estou lendo um livro... - Ela me respondeu.
Achei uma coisa incrível, já que ela nunca havia se interessado por livros. O que, ou quem será que havia mudado sua opinião sobre tal coisa? Bem, no momento não tenho oportunidade para desvendar este possível mistério, já que tenho de continuar a trabalhar.



Tédio ;
Por Monique


Como não conheço meu pai por ele não viver conosco(como diz minha mãe), sempre estou junto com minha mãe onde ela trabalha, ou seja, em uma biblioteca.
Todos os dias sempre eram muito tediosos naquela biblioteca. Sempre os mesmos livros, as mesmas prateleiras, os mesmos pufes azuis e verdes. Era realmente um tédio ficar o dia todo naquela biblioteca, fazendo todos os dias as mesmas coisas.
Minutos pareciam ser horas e horas pareciam dias. Não havia livros com gravuras que eu ainda não havia lido. Porém, havia milhares de livros espalhados por muitas prateleiras. Todos sem gravuras.
A curiosidade de saber o que continha em todos aqueles livros despertou em mim, quando alguém, provavelmente com 11 anos de idade, preferiu escolher um daqueles livros velhos, sem gravuras, em vez de um novinho que era cheio de figuras com cores vivas e brilhantes.
Acho que vou dar só uma olhadinha - Sussurrei.
Me aproximei devagar, e olhei para aquela prateleira que era muito alta, e estava cheia de livros, todos empoeirados. De tanta poeira, quando soprei levemente sobre os livros, muita poeira caiu nos meus olhos e eu não conseguia ver nada. Esbarrei na estante e somente um livro caiu, o qual pude ver ao conseguir retirar a poeira de meus olhos.
Me aproximei do livro, observando-o. Era um livro velho, tinha uns 50/60 anos no mínimo pela aparência. Todo velho e empoeirado, com as páginas meio dobradas e amassadas, inclusive a capa.
Mesmo assim, senti uma vontade de descobrir o que haveria dentro daquele livro tão velho e empoeirado.
Nunca vi um livro tão velho, sujo e mal cuidado como este - Sussurrei.
Me abaixei, peguei o livro na mão e assoprei para retirar a poeira. Não havia imagens na capa, nem mesmo textos. Algo muito estranho, pelo menos para mim.
Ao abrir o livro, surpreendentemente voaram folhas sobre mim, e vi algumas coisas escritas:

Um segredo que se manteve guardado durante muito tempo
Agora está prestes a se revelar
De livros preferia longe sempre estar
Porém por eles irá se apaixonar
Quase como mágica, fantasia seu mundo irá se tornar.

Meu coração disparou por um instante, pela profundidade das palavras, porém logo me acalmei.
Senti uma sensação diferente, uma vontade de ler aqueles outros livros na prateleira que há do outro lado da biblioteca. Lá ficam os livros dedicados aos jovens e adolescentes...
Logo ao pegar o primeiro livro, fiquei totalmente presa a ele e não conseguia parar de ler.
Seria um vício? - Sussurrei para mim mesma - Se for, é algo muito... muito... muito diferente...



Mistério ;
Por Tereza


Monique, está na hora de ir para casa - Anunciei, esperando ver a felicidade de ela finalmente poder sair daquela biblioteca.
Mais já? - Ela respondeu, me deixando surpreendida.
Já são vinte horas menina! Já se passou uma hora desde quando terminei meu trabalho. Não te chamei porque parecia estár prestando tanta atenção naquele livro logo ali no chão. - Respondi, como uma indireta de que ela estava passando a gostar mais de livros - Chega de embolação, vamos logo para casa.
Tudo bem, já estou indo.
Uma atitude dela que acabou por me espantar. Monique gostar de livros? Não, acho que não. Isto seria uma coisa praticamente impossível. Ou será que não?
Agora entendi porque haviam muitos livros desorganizados na secção de livros adolescentes e juvenis. Monique deve ter ido procurar algum livro, porém, eu só estranhei uma coisa. Por que Monique mexeria em uma estante de livros velhos e feios, do outro lado da biblioteca?
Aquilo me deu um ar de mistério. Ou um milagre acabara de acontecer ou tem alguma coisa muito errada acontecendo por aqui. Bem, acho melhor deixar o futuro me responder esta pergunta.



Descoberta ;
Por Monique


Logo no dia seguinte quando voltei a biblioteca, senti novamente aquela vontade de correr até os livros e começar a ler todos eles. Porém está sensação estava diferente. Como? Também não sei, porém eu tinha a sensação de que logo iria descobrir.
Andei calmamente pela sala até a estante, olhei para cima, e peguei um livro qualquer. Um que tinha a capa preta com detalhes leves de um puro tom de vinho.
Eu preciso ver o que tem neste livro! - Falei para mim mesma.
A decisão que por incrível que pareça, mudou minha vida para sempre.
Era uma história, na qual a mocinha morava perto de um cemitério, em ruínas de uma casa, com gotas de sangue pro todo lado. Mais algo era estranho, porque na verdade quem estava na história era eu.
Não, não é o que você entendeu. A mocinha não se chama Monique, sou eu mesma. Como? A história simplesmente se tornou real.
Subitamente a biblioteca se tornou naquele jardim morto e ensaguentado. Um lugar escuro perto de um cemitério de de ruínas de uma mansão. Apavorei-me por um instante, porém eu sabia que isto não me levaria a nada.
Porém, agora a questão: Como eu sairia daquele lugar??
Andei na direção das ruínas da mansão, bem devagar, dando passos leves, procurando fazer o mínimo de barulho possível. Pois, imagina se tem alguma fera solta por aí e me escuta? Seria fatal.
Mas, eu tinha uma pergunta latejando em minha cabeça.
Será que tudo que vejo e posso tocar é real ou isto é apenas uma fantasia, algo que somente eu estou a ver?

Ao chegar em frente das ruínas, percebi que era tudo realmente muito velho, e que talvez poderia desmoronar a qualquer momento.
Abri a porta que rangia como eu nunca ouvi antes, e comecei a andar pelo saguão que rangia sob meus pés. E subitamente, a porta se fecha, estando trancada quando volto para abri-la.
Isto não é um bom sinal - Falei para mim mesma - Sempre que isto acontece em filmes, é porque algo de ruim está para acontecer.
Respirei fundo, e voltei a andar pelo saguão. Tudo estava empoeirado e cheio de teias de aranhas. Ninhos de ratos haviam aos montes naquele lugar, pelos cantos. Alguns movéis estavam cobertos com lençóis.
Ao levantar um lençol, notei um espelho novinho, com bordado provavelmente de ouro, porém também estava empoeirado. Assoprei-o e limpei-o com o próprio lençol que o cobria.
Quando retornei a olhar para meu reflexo no espelho, minha imagem já não aparecia como antes, refletindo minha verdadeira forma. Agora aparecia outro reflexo, o de um esqueleto utilizando minhas roupas. Levei um susto instantaneamente.
Percebi que subitamente meu reflexo voltou ao normal, e tentando me acalmar, continuei a limpar o espelho.
Esse espelho é magnífico. Bordado com o mais puro ouro, com detalhes fundos e delicados. Espelho sem uma única parte arranhada ou riscada.
Quando me deparei novamente com ele, percebi que na parede que refletia atráz de mim escorria sangue. Rapidamente olhei para tráz, e nada havia ali. Será que foi uma ilusão?



Sumiço ;
Por Tereza


Monique? Monique! Monique onde você está? - Falei, andando pela sala entre as prateleiras de livros, procurando por Monique.
Procurei por toda a biblioteca, e não encontrei sinal algum de que ela em algum momento estivesse aqui. A biblioteca estava totalmente deserta.
Onde ela teria ido? Eu não poderia de maneira nenhuma sair daquele lugar sem ela. A preocupação em saber o que havia acontecido com ela começou a acabar comigo.
Onde ela estaria? O que aconteceu com ela? Por que ela subitamente desapareceu? Por que não me disse nada a respeito? Tantas perguntas que não se calavam em minha mente, mais a preocupação, acabaram por me fazer desmaiar.



Sangue ;
Por Monique


Por mais que eu não conseguisse enxergar sangue ao meu redor, através do espelho eu o conseguia notar. Agora sangue passava a jorrar do teto, como uma cachoeira jorrando sua água pelo penhasco, encostado na parede que havia lá atrás de mim.
Agora, aquele sangue a jorrar era real ou somente uma ilusão feita pelo espelho?
Logo minha resposta se revelou, quando meus pés começaram a ficar tingidos de vermelho e passei a ver o sangue. Um espelho amaldiçoado? Talvez. Algo que torna tudo real? Possívelmente. Imaginação minha? Provavelmente não.
Todas as saídas estavam bloqueadas, enquanto o sangue continuava a jorrar. Mais a questão é: De onde está vindo tanto sangue? - Disse para mim mesma. Tanto sangue assim não poderia ser de algum animal. Dei uma pausa e pensei por alguns instantes.
A menos que fosse de vários animais - Sussurrei, chegando a ficar trêmula.
O sangue já estava a subir na altura de meus joelhos. Sem pensar, comecei a subir as escadas, tentando encontrar algum refúgio. A escada rangia muito, e logo ao conseguir terminar de subir ela cedeu.
Lá em cima não tinham muitos quartos. Andei por um corredor que parecia ser muito longo, quando me deparei com uma porta na qual escorria sangue por debaixo dela. Abri-a com cuidado, quando uma onda de sangue me cobriu até a cintura e abaixou. O quarto estava inteiramente cheio de sangue e no teto havia um buraco.
Ao observar bem, notei que o sangue estava simplesmente escorrendo do céu e caindo ao chão, por onde escorria e jorrava para o andar inferior.
Quando dei o último suspiro, o chão cedeu sob meus pés e eu fui parar no andar debaixo, dentro de um mar de sangue, onde tudo ficou escuro e eu apaguei.

O que aconteceu? - Acordei reclamando e colocando a mão na cabeça, por estar sentindo um pouco de dor naquele lugar. Eu ainda me lembrava de tudo o que havia acontecido. Mas uma dúvida ainda permanece: Aquilo foi real ou somente minha imaginação?
Monique! Onde você esteve menina!? - Chegou minha mãe falando alto e reclamando comigo - Te procurei por toda a biblioteca durante meia hora e mais de três vezes! Nunca mais faça isso novamente!
De uma coisa agora eu tinha certeza: Aquilo realmente aconteceu, porém foi como se eu tivesse sido transportada para uma outra dimensão neste período curto de tempo.
Pelo que percebi até então, a história que ocorreu comigo provavelmente seria a história daquele livro. Porém, como aquela história havia se tornado quase real?

Muitas coisas estranhas estavam acontecendo em minha vida, coisas que provavelmente eu chamaria de, sobrenaturais.



Sumiço ;
Por Tereza


Até hoje uma pergunta não consegue se calar em minha memória: Por que Monique havia desaparecido naquele curto período de tempo e derrepente apareceu deitada em um dos pufes que existem no canto da biblioteca?
Ela sempre ficava em silêncio andando pela biblioteca e nunca me desobedeceu. Será que ela havia saído da biblioteca?
Muitas teorias passaram a surgir em minha mente, muitas delas absurdas demais para serem verdade.
Voltamos para casa naquela tarde, e como de costume Monique levou alguns livros para ler antes de dormir.
Já vou me deitar. - Eu lhe disse como uma indireta para ir dormir
Tudo bem, vou ler um livro antes de ir me deitar também.
Não vá dormir muito tarde, temos de levantar cedo amanhã já que só irei ficar na biblioteca no período da manhã. - Respondi alegando que amanhã seria sábado
Tudo bem, tudo bem. Boa noite.
Eu já desconfiava de que ela não dormiria naquele momento, porém eu sabia que não poderia ficar observando-a. A única coisa que me resta é ir dormir, mesmo.



Aventura ;
Por Monique


Achei uma coisa muito sobrenatural para ser real o que havia acontecido comigo ontem durante a tarde. Um provável mistério estava agora em minhas mãos.
Liguei o computador, e passei a procurar por respostas para as milhares de perguntas que haviam em minha mente.
De tanta atenção que eu estava tendo ali na frente do computador, não percebi as horas passarem. Assim se passou uma, duas, três, quatro horas e eu ainda estava ali. Até que resolvi olhar para o relógio do computador...
MINHA NOSSA! O TEMPO PASSOU MUITO RÁPIDO! - Falei para mim mesma quando percebi que já eram três horas da madrugada.
Rapidamente desliguei o computador e fui dormir.

Acorda, acorda Monique! - Chegou minha mãe gritando às seis e meia da manhã
Hhhmmmmm... - Resmunguei, querendo dizer que não queria levantar
Sevante-se logo! Senão irei me atrasar, ou vou sem você!
Então pode ir sozinha.. - Sussurrei
Dei uma espiada e ela parecia me olhar com uma cara torta, desistindo de tentar me fazer levantar da cama. Se virou e saiu do meu quarto.
Pelo menos agora terei a manhã inteira para pesquisar algo mais no computador...
Levantei, tomei meu café da manhã e logo liguei o computador para pesquisar.

Muitas horas a pesquisar (desde as 8 da manhã até às 11 para ser exata), quando poucas respostas eu consegui encontrar.
Só consegui descobrir que, aquele livro que eu havia pego na mão o qual voaram folhas ao eu abrir, era um antigo livro de magia negra, e segundo um mito, era um livro mágico.
Qualquer ser que abrir este livro, segundo um mito, é um livro que lhe dá o poder de tornar real a história de qualquer livro que você for ler.
Quando você ainda não tem controle sobre tal poder, sempre estará dentro da história de qualquer livro que tentar ler.

Me deparei com uma situação muito... muito... diferente.
Bem, a única coisa que eu poderia agora era tentar controlar esta situação.

Peguei vários livros e comecei a ler todos eles, enquanto tentava controlar aqueles meus, digamos, poderes.
Passei por mais de dez livros durante mais de três horas, e pouca diferença podia se notar.
Isso é muito difícil! Esse vai ser o último por hoje, e quem sabe o último da minha vida.



Trabalho ;
Por Tereza


Bem, já está na hora de voltar para casa. - Falei para mim mesma, olhando para o relógio que marcava 11:45 da manhã.
Pois você não vai a lugar nenhum! - Disse a minha superior. - Hora extra! - Falou ela apontando para o meu lugar no serviço.
Mais preciso ir para casa, minha filha está esperando por mim! - Falei, demonstrando desespero - Ela está em casa me esperando para almoçar!
Não tenho culpa. Hora extra, hora extra!
Voltei para minha mesa, já preocupada com Monique. O que ela irá pensar quando perceber que não estou em casa?
Pois bem, deixei meu telefone em casa, e não tenho como falar com ela. Isso deve ser pelo fato de a biblioteca ter sido vendida e agora termos um novo proprietário.

As horas foram passando. Uma, duas, três, quatro. E nada do proprietário nos liberar para irmos para casa. Já estava ficando preocupada demais, quando repentinamente uma colega de trabalho chegou ao meu lado e sussurrou em meu ouvido.
Este novo proprietário é o demônio! Ele está falando que não vai deixar ninguém sair, vai nos fazer trabalhar como escravos, e ainda está dizendo que nos fará dormir aqui!
Meu coração acelerou demais, e acabei por desmaiar. O susto foi grande demais.

Ao acordar, mais de uma hora depois, acabei por me deparar com o novo proprietário.
O que pensa que está fazendo, hein!? Dormindo em serviço!? VOLTE JÁ PARA O TRABALHO! - Falou grosseiramente e reclamando.
Sem pensar, voltei a trabalhar, pois eu não tinha outra opção no momento.



Mansão ;
Por Monique


Aí vou eu! - Falei ao abrir o último livro.
Um livro que pelo visto, tinha uma história feliz. Porém, este era um livro diferente, e foi a pior decisão que já tomei entrar nele.
Logo caí no meio de um enorme gramado verde vivo perto de um bosque encantado e muitas flores coloridas. Logo ali perto havia uma enorme mansão. A mansão mais bonita que eu já vi.
Andei, andei e andei na direção da casa. Quando estava preste a chegar na casa, me deparei com uma menina, provavelmente personagem da história.
Olá, quem é você? - Ela me perguntou, com voz amigável.
Meu nome é Monique, e sou de uma outra dimensão.
Monique, meu nome é Vanessa. Eu moro naquela clareira ali.

Conversamos muito, sobre muitos assuntos diferentes, e durante muitas horas.
Passeamos pelo gramado e perto das árvores. Eu não sentia mais vontade de sair de perto dela. Algo me fazia ficar com ela, algo como um imã.
E quem mora naquela mansão? - Perguntei, deixando-a surpresa.
Aquela mansão ali? - Disse Vanessa, apontando para a mansão que estava log ali perto - Dizem que pertence a antigos espíritos de pessoas mortas. Pessoas que antes moravam naquela casa. Ninguém sabe o motivo da morte das prováveis 5 pessoas, como também ninguém tem certeza se realmente tem algo ali, porém alguns afirmam já terem visto.
Aquilo realmente me deixou intrigada, porém eu não queria pensar em mais nada, a não ser em Vanessa.
Nos tornamos grandes amigas, mesmo eu mal conhecendo ela.



Amizade ;
Por Vanessa


Aquele ser, mesmo sendo de outra dimensão, era alguém muito divertido, e fazia bem o meu tipo. Eu só não conseguia entender duas coisas: Como um ser de outra dimensão conseguiu vir para cá? E, como ela fala o meu idioma?
Bem, isso realmente não importava agora, porque, pela primeira vez, eu havia feito amizade com alguém.
Só espero que as coisas ruins que rondam por aqui não chegue a afetar nossa amizade.
Muitos dias passavam, e nós sempre estávamos juntas. Eu não fazia praticamente nada sem ela ao meu lado. Logo pela manhã comíamos juntas e depois íamos até uma goiabeira que se situava no meio de um gramado perto de minha casa. Ficávamos lá a tarde inteira, só comendo goiabas, se balançando e contando histórias sobre as vidas de cada uma.
Eu sempre achei muito interessantes todas as histórias que Monique me contava, e percebo que ela também se surpreendia com as minhas. Ela parecia não se importar em ter deixado sua outra dimensão.
Monique, preciso lhe contar uma coisa.
Pode, pode falar.
Eu só queria dizer que, você não precisa se preocupar com o tempo e...
MEU DEUS!- Ela disse, interrompendo-me - Já se passaram mais de quatro dias desde quando vim para cá! Preciso voltar!
Mesmo sem me deixar acabar de falar, já saiu correndo, em busca de algo que pudesse fazê-la voltar até sua dimensão. Eu não pude me despedir, porém eu sabia que, para qualquer lugar que ela irá, tenho certeza que voltará.


Fuga ;
Por Monique


E agora, como vou sair daqui!? - Perguntei à mim mesma.
Por incríel que pareça, eu sabia exatamente como sair dali: Eu deveria ir até o sótão daquela velha mansão.
Mais e os fantasmas que Vanessa me falou que podem existir por lá? Será que alguém irá tentar me machucar durante a minha ida para o sótão?
De qualquer maneira eu teria de me arriscar, ou permaneceria ali para o resto de minha vida. Peguei alguns suprimentos e fui até a mansão.
*Suspiro* Bem, vamos lá...
Entrei discretamente, procurando não chamar atenção. Tudo dentro da mansão era muito brilhante (e provavelmente muito caro também). Pois é, não posso me desconcentrar, preciso seguir em frente.
Subi dois lances de escadas e cheguei no andar superior. Para a minha surpresa, lá em cima era tudo velho caindo aos pedaços. Só espero que o chão não vá ceder sob meus pés - Suspirei.
Subi mais uma escadinha, que ficava lá nos fundos. Aquela escada finalmente me levou para o sótão. Lá tinha uma espécie de um portal, porém eu não conseguia passar por ele.
Havia algumas coisas escritas em uma placa logo ao lado, porém era de um idioma que nunca vi e por isso não consegui reconhecer.
Será que é seguro entrar neste portal? - Suspirei novamente - Acho que não tenho outra escolha.
Porém ao tentar passar pelo portal, ele era sólido.
O que tinha de errado? Será que a solução estava na placa? Só espero que eu não fique trancada aqui o resto de minha vida.
Resolvi voltar e tirar as dúvidas com Vanessa, porém na volta fui surpreendida por um vulto ainda dentro da mansão.
Vanessa, é você que está aí? Preciso falar com você.
Dei alguns passos na direção de onde vi o vulto e o vi novamente. Parecia realmente com um fantasma.
Minhas pernas começaram a tremer e meus pés pesavam uma tonelada de tentos calafrios que senti. Chamei pela coisa.
Quem está aí? Apareça! Eu não tenho medo de você! - Ameacei, pegando um pedaço de madeira na mão. Então, comecei a ouvir vozes...
Haha, você não irá conseguir nos enganar com essas bobagens que diz! Porém, se quiser voltar para a sua dimensão, terá antes de tomar a decisão se realmente quer voltar para lá e nunca mais estar aqui, ou permanecer nesta dimensão até a morte. Uma decisão muito difícil, que só você poderá decidir. E agora, quem está com medo por aqui?
Minha única reação foi começar a correr em direção as escadas para sair daquele lugar. Muitas coisas começaram a voar perto de mim e eu conseguia ver muitos vultos. Confesso que fiquei apavorada, e corri ainda mais rápido escada abaixo. De tão rápido que corri, acabei tropeçando em meu próprio pé e saí rolando escada abaixo até a porta.
Enquanto isto, Vanessa estava esperando por mim do lado de fora.



Absurdo ;
Por Tereza


Não consegui mais sair do trabalho desde ontem_ e não sei o que Monique agora está a fazer em casa. Estou muito preocupada com ela, e desesperada ao mesmo tempo. Já não sei o que fazer.
Não tenho meio algum de me comunicar com ela no momento, e provavelmente não terei nos próximos 4 dias ou mais. Só espero que ela não tenha feito coisas absurdas, que me fariam deixar preocupada.
Porém, o que uma garotinha poderia fazer de tão absurdo dentro da própria casa?



Surpresa ;
Por Vanessa


Fiquei algum tempo em frente a mansão, esperando que Monique ainda fosse voltar. Fiquei ali por quase meia hora, quando comecei a ouvir sons que pareciam vir de dentro da casa.
O que será que Monique estaria fazendo lá?
Depois de dizer tal frase, ouvi ruídos e depois uma batida na porta. Levei um susto imediatamente.
Resolvi abrir a porta e ver o que estava acontecendo, e fiquei surpresa ao fazê-lo: Monique estava desmaiada ao lado da porta, e de sua cabeça saía sangue. Fiquei apavorada ao vê-la ali, e comecei a imaginar o que poderia ter acontecido enquanto eu estava esperando-a do lado de fora da mansão.
Arrastei-a para fora até perto de minha casa. Peguei uns pedaços de panos e fiz um curativo.
Fiquei observando-a durante mais de três horas, e nada de ela acordar.
Não aguento mais esperar - Falei levando-a para dentro de casa.
Acho que seja melhor ela ficar aqui na minha cama até acordar, enquanto isto vou colher alguns frutos e refletir um pouco sobre isso. Então peguei minha cesta e fui andando.
Talvez ela tenha visto aqueles tais espíritos, mas, se viu, o que eles deveriam ter feito com ela? - Pensei
Depois quando eu voltar para minha casa, se ela já tiver acordado, irei perguntá-la. É a única maneira de eu souber o que aconteceu.

Na volta, meu trajeto passava bem por frente daquela misteriosa mansão.
Ok, já chega! Cansei de querer saber o que realmente tem aí dentro e nunca entrar por causa de medo! - Falei anunciando guerra e colocando a cesta no chão.
Tendo fantasmas ou não, aqui vou eu!
Abri a porta e entrei. Nada anormal havia ali, por enquanto. Subi até o sótão, e me deparei com aquele portal.
Reconheço estas escritas! - Falei para mim mesma, tomando conhecimento do que se passava pela cabeça de Monique.
Então, ou ela irá voltar para o seu mundo e nunca mais voltar aqui, ou ficar aqui até a morte. Só espero não me surpreender com a decisão...


Decisão ;
Por Monique


Aaaai... - Acordei resmungando - Onde estou? - Falei para mim mesma, observando ao redor. Com certeza na casa de Vanessa, mas onde ela estará agora?
Sentei-me, e comecei a pensar sobre aquelas vozes. Eu com certeza não queria deixar Vanessa, mas também não poderia deixar minha mãe. O que vou fazer agora?
Pensando nisso, minha mãe deve estar muito preocupada comigo, por estar tanto tempo fora de casa.
O que eu mais queria agora, era ter como conversar com minha mãe, quando me veio uma idéia:
Será que aqui existem telefones!?
Se tivessem, eu poderia explicar tudo o que está acontecendo para minha mãe. Seria algo muito bom...
Algum tempo depois, Vanessa voltou, e me contou que me trouxe para cá. Felizmente ela tinha um telefone.
De alguma forma, quando liguei, seu chefe parecia enfurecido, porém consegui falar com minha mãe. Ela acabou por me compreender, mesmo tendo ficado furiosa por eu não ter lhe contado antes sobre tal acontecimento. Agora eu também descobri que neste tempo todo que fiquei aqui, lá na minha dimensão se passaram apenas quatro dias.
De tanto conversar, percebi que poderia escolher ficar por aqui, já que agora minha mãe poderia me levar para casa a hora que quisesse, simplesmente abrindo o livro.
Percebi que Vanessa ficou muito feliz ao saber que eu viveria com ela, pelo menos assim eu não precisaria ficar aquele enorme tempo entediante lá na biblioteca.



Absurdo ;
Por Tereza


Não fiquei feliz, nem triste pela decisão que Monique tomou sobre a vida dela, porém sei que devo respeitar. Se ela quer ficar lá? Tudo bem, bom pra ela. Sentirei saudades? Com certeza, porém ela já é grande o suficiente para se cuidar e viver a sua vida.
A única coisa que me preocupou desde as três semanas em que ela ficou lá, é que o livro onde ela mora é da biblioteca, e eu já não trabalho mais lá.
Eu ia toda semana pegar o livro emprestado, porém uma vez ele não estava lá. Me falaram que estava alugado, então eu planejei voltar nos dias seguintes.
Voltei até a biblioteca nos nove dias seguintes, e o livro nunca voltou. O menino desleixado que havia pego ele emprestado não havia devolvido.
Assim, Monique ficou distante de mim, para sempre.



Saudade ;
Por Monique


As semanas foram passando, se tornaram meses e até alguns anos. Minha mãe nunca mais abriu o livro. Eu não envelheci, por estar digamos, congelada no tempo.
Vanessa se tornou minha única companheira de aventuras, a qual está comigo até hoje. Posso sentir a presença de minha mãe em qualquer lugar, porém isso não passam de meras ilusões.
Vanessa afirmou para mim, que o livro havia sido destruído por algo, já que o portal não existia mais. As chances, então, de eu rever quem eu mais amo são mínimas, quase extintas.
Porém não me importa se ela está perto ou longe, ela sempre terá uma parte de mim com ela, e eu sempre terei uma parte dela, comigo.



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