Bem-vindo(a) a pp da história "A Floresta-Labirinto", mairapaula!

Olá, pessoa! Bem-vindo(a) a minha pp! Eu gosto muuito de ler, então eu resolvi escrevi uma história... ainda estou escrevendo, então pode estar sempre vindo aqui para ver se eu escrevi mais um capítulo. Basta ter paciência e esperar eu ter inspiração...!

Ah, se vc gostou da PP, tem alguma dúvida sobre a história ou alguma crítica(CONSTRUTIVA ú_ú), me mande um neomail!

Então, boa leitura e até mais!

A Floresta-Labirinto

Prólogo

É como diz um ditado: A curiosidade matou o gato. Mas nessa história, é um outro ditado, diferente: Não meta o nariz onde não é chamado. Ou, não meta os narizes no buraco onde não é chamado...

Capítulo Um: No Conforto de Uma Festa

-

Essa festa vai ser a melhor das que eu já fiz! -disse James, um garoto de cabelos pretos e olhos azuis, que herdara do pai, o homem mais rico de Ôlam, uma das cidades mais cheia de árvores e plantas que você já viu.-

- Claro que sim! Dessa vez você contratou até um Barman! -concordou Andrick, um garoto também rico, de cabelos loiros e olhos verdes, mas não tanto quanto o Sr. LeBlanc, pai de James.-

Em seguida se dirigiram para a saída do colégio e entraram no carro de James e continuaram falando sobre garotas, música alta e afins. Era incrível a liberdade que o Sr. LeBlanc dava a James, tendo apenas 16 anos. Chegaram na casa de James, uma mansão enorme com um jardim maior ainda, pois a Sra. LeBlanc adorava plantas. Assim que entraram, viram Ann regando as plantas do jardim. Ela não contratava jardineiros, pois gostava de cuidar das plantas ela mesma.

- Olá filho! Olá Andrick, como vai? -disse ela se aproximando dos dois. Era uma mulher de cabelos pretos e olhos cor de mel.-

- Oi mãe! -disse James,demonstrando empolgação demais, por causa da festa, e sua mãe não poderia perceber isso. Não percebeu.-

- E ai, Sra. LeBlanc! Eu to bem. -respondeu Andrick.-

- Que bom! Bem, se me dão licença, eu vou terminar de regar as minhas gardênias, pois tenho hora marcada na manicure. -disse, voltando a um canteiro cheio de flores roxas.-

Entrando em casa, James ligou para as gêmeas Callaway, Liz e Atena, confirmando a festa. Elas moravam em uma pequena mas bela casa, no mesmo bairro de James. Liz tinha cabelos castanhos claros e olhos também castanhos, e era a garota mais meiga, dócil e tímida do Colégio Juddy M. Arquette. Só havia aceitado ir a festa de James porque Atena disse "Aaah maninha, Pense em como isso vai te ajudar a perder o medo. E também, lá na casa do James vai estar cheio de gatinhos...". Liz imediatamente pensou em Xavier, o garoto que ela considerava o mais gatinho. Ao contrário da gêmea Liz, Atena tinha os cabelos pintados de azul, olhos castanhos escuros e era encrenqueira, rude, rude e mais rude. Com todo mundo, mas principalmente com Liz. Não gostava do jeito dócil dela.

Depois de terem arrumado a casa para a festa, foram chegando as pessoas, inclusive Xavier, um garoto de cabelos ruivos e olhos pretos, e muito tímido. Só topou ir a festa de James porque ele disse "Puxa Xavier! Pense em como isso vai te ajudar a perder o medo. E também, lá em casa vai estar cheia de gatinhas...".

Xavier imediatamente pensou em Liz, a garota que ele cosiderava a mais gatinha.

James e seu pai sabiam que não iriam convencer a Sra. LeBlanc de deixarem fazer a festa, então Mattwew sugeriu que Ann fosse a um Spa, longe da confusão da cidade para relaxar, e ela aceitou; então ele disse a James que a levaria até lá e depois iria a uma reunião de negócios fora de Ôlam, onde ficaria por dois dias, dando a James dois dias de liberdade sem os pais por perto.

Todas as pessoas já haviam chegando a casa de James e a festa rolava solta. Ele e Andrick ficaram paquerando garotas, bebendo refrigerante e ouvindo música alta; o que incomodava bastante os vizinhos. Enquanto isso, Xavier tentava puxar papo com Liz, o que era quase impossível, porque não parava de gaguejar. E era incrível, mas Liz sabia que ele gostava dela desde a 1ª série, e como também era tímida, nunca conseguiu dizer que sentia o mesmo por ele. Então, nenhum dos dois conseguiu falar.

- O-o-oi, Liz...

- Oi, X-x-avier... festa legal, né?

- Claro, c-c-laro... bem legal... -respondeu Xavier, sentindo as bochechas ficarem vermelhas. Ficaram sem falar por 5 segundos, depois Xavier tomou coragem e perguntou a Liz, inseguro:

- E-e-e ai, que tipo de música você curte?

- Bem... eu... não sei bem... não sou muito de escutar música, gosto mais de ler... mas gosto um pouco de música clássica... -respondeu Liz, com as bochechas igualmente coradas.-

- Ah... também gosto um pouco de música clássica...

- Sério? Le-e-egal...

E então os dois viram Atena e James dançando, e então Xavier perguntou, mais inseguro ainda:

- Q-q-q-quer dançar?

Liz corou mais ainda e disse:

- E-e-eu não sei dançar...

- Eu também não... mas... não custa tentar né?

- É... está bem...

E os dois começaram a dançar que nem dois patetas, mas, era incrível, estavam sorrindo.

Capítulo Dois: Aquele Lugar Estranho

Quando a festa acabou, James, Andrick e Atena sentaram em um sofá e começaram a comentar sobre a festa.

- Puxa, essa foi demais! -disse Atena.-

- Se foi! Dessa vez você se superou, James! -comentou Andrick.-

- É mesmo! E o melhor de tudo é que os meus pais só vão voltar depois de amanhã, então eu tenho a casa toda pra mim!! Estava até pensando em uma atividade radical pra gente fazer...

- O quê? -perguntaram Andrick e Atena.-

- Por que a gente não acampa... -começou a falar James, mas foi interrompido por Andrick.-

- Ah, cara, só isso?!

- ...na floresta? -terminou James, com um sorriso largo aparecendo no rosto-

Atenna e Andrick começaram a sorrir, com cara de aventureiros, e depois Xavier, que estava até então calado olhando para Liz, disse, com terror no rosto:

- Está maluco?! Eu é que não vou me meter nessa roubada. Pode ser perigoso!!

- Iiii, deixa de ser bebê chorão, Xavier... vai ser irado! Eu topo!! -disse Atena.-

- Eu também!! -concordou Andrick.-

Liz olhou pra Xavier, com cara de medo, e ele olhou pra James, com mais medo ainda:

- Nós dois n-n-não queremos i-i-ir, James!

James disse então, rindo:

- Pois vão ter que querer, porque a mãe de vocês disse que vocês poderiam dormir aqui em casa, mas teriam que estar sempre perto de mim; elas tem medo de que vocês se machuquem, e confiam em mim... -James começou a guinchar de tanto rir. Dizia que não deveriam confiar nele; ele poderia se surpreender de vez em quando.- Xavier e Liz quase morreram de raiva. Xavier perguntou:

- Mas nós podemos não obedecer a elas uma vez na vida, não é?!

Acho que dessa vez não... -disse James, mostrando um gravador em uma das mãos.-

Xavier quase voou no pescoço de James, mas Atena apareceu no meio deles, e disse:

- Ah pessoal, vai ser legal, vão por mim...! -disse.-

- É gente, não precisam se preocupar! -encorajou James.-

Assim, os cinco pegaram duas barracas e algumas roupas. Quando estava tudo pronto, partiram em direção a floresta que havia em Ôlam. Diziam lendas que não havia saída de lá; era como um labirinto. E que há também lá dentro criaturas mágicas, como gnomos, fadas, sereias e doendes... Claro que James não estava nem ai, pois sabia que tudo só se passava de uma lenda boba. Bom, pelo menos ele achava.

Passaram por uma rua escura, com as luzes das casa apagadas; afinal, já se passava da meia noite. E de repente, depois dessa rua, se deparam com uma entrada de árvores, como se fossem uma colada na outra, e no meio de uma, havia um buraco redondo, como se já tivesse sido feito para ser usado... Passaram por ele, um a um, Atena, James e Andrick com a maior confiança que já tiveram, e Xavier e Liz, um ao lado do outro, quase que encostados, morrendo de medo.

Quando entraram... viram árvore, árvores e mais árvores, um tatu bola dormindo encostado em uma delas, e um céu de azul escuro...

- A-a-acho melhor irmos embora, James... -gaguejou Liz.-

- Ii, qual é, irmã! Ta com medo desse tatu ai? -riu Atena.-

- Não, Atena, só acho que pode haver animais selvagens aqui!

- NÃO TEM ANIMAIS SELVAGENS AQUI! -gritou Atena.- Você é uma grande panaca, Liz! Deixa de medo!

Mas pode ter, Atena! -disse Liz, com a voz aguda demais.- OU COISA PIOR! Parece que você não pensou nisso quando nos trouxe aqui, não é, James?!

- Ei meninas, parem de brigar! -gritou James.- Não tem nada aqui! É só uma simples e comum f...

Nesse momento, ouviram algo se mexer entre os arburtos. E então essa coisa pulou de lá, e logo viram que era uma onça. Mas não uma onça comum. Era uma onça-pintada de 6 metros de altura.

- O-o-o-oque é i-i-isso...? -gaguejou Xavier.-

- CORRAM! -berrou Andrick.-

Eles então correram em direção ao buraco de entrada da floresta, mas... o buraco... o buraco que até 1 minuto atrás estava ali, havia, havia... sumido.

Capítulo 3: Habitantes Hostis

O buraco havia sumido. Era difícil de acreditar. Buracos não somem, do nada! Estranho. Quando os cinco amigos viram que estavam em apuros, e ainda por cima, achando que estivessem loucos, correram para o outro lado daquela estranha floresta, tão, tão, tão rápido, que parecia que as suas pernas iam cair. Acharam uma caverna grande e escura, e com medo, se enfiaram lá dentro. Droga... era sem saída. De repente, aquela ENORME e estranha onça-pintada começou a... falar.

- O que vocês, mortais, estão fazendo na Floresta Proibida? Nesse lugar mortais NÃO entram... e se entram, jamais saem...

Ainda bem atordoados, eles começaram a falar depressa, com medo:

- O que?... onde...

- Quem é você?... que lugar...

- Nossa! Mas nós não sabiamos...

- Perai... você é o que?...

- Estou confusa!...

- CHEGA! QUEM SÃO VOCÊS? O QUE FAZEM AQUI? -perguntou com a cara lívida de raiva a estranha onça.-

- Bem... nós... nós somos apenas cinco amigos que resolveram acampar aqui e... -começou a falar James, mas logo Liz interrompeu:-

- Espera! VOCÊ resolveu acampar aqui, James! VOCÊ deve virar comida de onça gigante, não nós!

- Deixe-me falar com a onça, Liz! -disse James, carrancudo, e com medo.-

- Aaah... então, resolveram acampar aqui, não é? Que interessante... acontece que vocês não podem acampar aqui... como eu já disse, essa é a Floresta Proibida! mortais não acampam aqui!

- Sério? Bom, nós podemos saber o porque? -perguntou Atena, já perdendo o medo.

E então todos começaram a mandar Atena ficar quieta e calar a boca, mas ela insistiu:

- POR QUE?

Então, a onça chegou bem perto de Atena e disse...:

- Porque esse é o lar dos seres mágicos... e eu acho que vocês NÃO SÃO MÁGICOS! -rosnou a onça, já quase explodindo na cara de Atena. Mas, ela não se assustou.-

- Calma, calma, o-o-oça a-a-amiga! Nós já estamos indo embora, e-e-está bem? Mas será que pode nos dizer onde f-f-fica a sa... -disse Xavier tremendo de medo.-

- Está muito tarde para irem embora... fiquem, jantem comigo e com os seres daqui... eles são muito HOSPITALEIROS... mas, se quiserem ir embora, podem ir... é só irem pela saída... isso é, se conseguirem achá-la! Essa floresta é como um labirinto, meus caros amigos... a saída fica bem escondida... e ela muda de lugar a cada 35 minutos... então... boa sorte... VÃO PRECISAR! -disse a onça gigante, evaporando no ar, como que com mágica.-

Ficaram imóveis. Parados. Todos olhando para James.

- T-t-em alguma idéia brilhante agora James? -gritou Xavier, com um pouco de raiva e medo na voz.-

-Esperem, pessoal! Sem drama! Nós não precisamos partir para violência, apesar de que isso seria maneiro... bem, eu tenho uma idéia! Já deram uma olhada naquelas árvores ali? -disse, apontando para três árvores baixas, que pareciam estar magicamente coladas. Todos olharam.

- Bem, -continuou Atena- elas são baixas o bastante para nós conseguirmos pular por cima e sair dessa floresta sinistra.

- Bem... -disse Andrick.- Nos mostre.

Então, Atena pegou uma vara de bambu bem grande e tentou saltar sobre as árvores, mas elas se viraram para a direita e ela caiu no chão. Novidade. As árvores daquela floresta se mexiam.

Andrick soltou uma risadinha baixa.

- Ok, ok, eu admito, errei, está bem, pessoal? Mas, não se preocupem, nós vamos conseguir sair daqui! Nós só temos que... bem... procurar o buraco e tentar passar por ele antes de mudar de lugar... -James começou a ficar apavorado.-

- F-f-fácil assim? -perguntou Xavier.-

- É James, nós definitivamente não deveriamos ter vindo aqui... -disse Andrick, também com medo.-

- Certo James, sua vez de ter idéias. -disse Atena.-

- Ah, qual é galera! Não ponham toda a culpa em mim! Eu não obriguei vocês a virem aqui! Vieram porque quiseram vir! Xavier e Liz, e não ia mostrar aquela fita pras suas mães se vocês não viessem... era só pra assustar vocês! -disse James, rindo.-

- Ah, n-n-ão ia? -perguntou Xavier.- Ah, puxa...

Liz olhou para James como se fosse matá-lo, mas disse: - Ok, pessoal... não vamos enlouquecer, está bem? Vamos andar por ai pra ver se achamos alguém pra nos ajudar...

- Você quer dizer alguma coisa, não é, Liz? -perguntou Andrick.-

- Bem... não sei.

Os cinco começaram então a andar pela Floresta Proibida, na esperança de encontrar alguma criatura-não-hostil que pudesse lhes dizer onde estava o buraco da saída naquela momento. O que seria difícil. Bem, como diz o ditado: A esperança é a última que morre" . Se eles não morressem antes.

Eles avistaram então uma velha e pequena casa, construída no meio de uma árvore oca. Foram até ela e pararam. "Quem será que mora ai?", Pensou James.

Será que quem ou que mora ai vai nos matar sem pestanejar?", Pensou Liz.

Que fome!", Pensou Andrick.

E então, bateram na porta da casinha.

- Quem está ai? Maril, é você? Finalmente! -disse uma vozinha aguda, mas que parecia ser de homem.-

Então, a velha portinha de madeira se abriu e dela saiu um bichinho pequeno, pequeno mesmo, todo verde, com um narigão, uma touca marrom na cabeça e fumando um charuto.

- Trouxe os cogumelos-de-s... AAAH! QUEM SÃO VOCÊS?! MORTAIS?! O QUE FAZEM NA FLORESTA PROIBIDA?! CAIAM FORA DAQUI!

- CALMA, CALMA! Pergunta primeiro e grita depois! Oi, eu sou James, esses são Atena, Xavier, Liz e Andrick, e sim, nós somos mortais... oi, senhor... gnomo?

O pequeno ser, que anteriormente verde, agora vermelho, fungou alto e depois disse:

- Meu nome é Kiiwe, mortal, e sim, eu sou um gnomo.

James sabia que aquela coisinha era um gnomo; já havia visto muitas fotos antes, apesar de não acreditar neles. Até agora...

- E espero que me digam O QUE ESTÃO FAZENDO AQUI! -voltou a gritar Kiiwe-

- Bem, Kiiwe, nós...

- Ele. -interrompeu Liz, ainda com um pouco de raiva. Mas mesmo com raiva, ela ainda era zen, era incrível.

- Sim, eu... resolvi acampar aqui na floresta... proibida, e chamei meus amigos. E então, quando entramos aqui, encontramos uma enorme onça-pin...

- Lauyq. É o guardião da floresta. Um endiní mataria vocês num estalar de dedos se ele quisesse. CONTINUE. -interrompeu Kiiwe.-

- Bem... - continuou James, visivelmente sem saber o que era um endiní - e ai... encontramos Lauyq e ele nos disse que essa era a Floresta Proibida, que só imortais podiam entrar aqui e...

- O que é verdade. CONTINUE, MORTAL! -interrompeu de novo Kiiwe.-

James estava começando a se irritar. Resumiu a conversa:

- E agora estamos presos aqui, e não conseguimos achar o buraco da saída! PODE NOS DIZER AONDE ELE ESTÁ AGORA?! -disse, e respirou fundo, pois estava estressado com tudo aquilo.-

- Bem, devo dizer que vocês...

- Ele. -retrucou Liz-

- ELE fez uma burrada enorme de ter tido essa idéia ridícula de trazer vocês na Floresta Proibida! E VOCÊS fizeram uma enorme burrada vindo com ele! Deveriam saber que ela realmente existe, se acreditassem nas lendas que escutavam sobre ela! E agora, vem pedir ajuda a MIM?! Eu tenho mais o que fazer, pirralhos mortais! ADEUS! -disse Kiiwe, e bateu a velha portinha de madeira na cara deles.-

Com raiva, Atena bateu a mão com tudo na portinha de madeira, e ela caiu. Era comum de Atena não ser tolerante a nada.

- Mas o que... AAAAH!! MORTAL LOUCA! DERRUBOU A MINHA PORTA!! O QUE QUEREM DE MIM?! -gritou Kiiwe, com raiva aparente no rosto, que agora estava vermelho.-

- É assim que se faz, Atena! -gritou Andrick.-

Atena então balançou os cabelos azuis para os lados com charme, pegou Kiiwe com força, e disse:

- Ouça, ô coisinha estranha e pequena... VOCÊ VAI NOS AJUDAR A ACHAR A SAÍDA AGORA, OU EU VOU SER OBRIGADA A TE AMASSAR NAQUELA ÁRVORE ALI NA FRENTE!

Kiiwe começou a transpirar de medo, e disse:

- Está bem, está bem... eu ajudo vocês! Então soltou um suspiro e disse: - Prestem bem atenção no que eu vou dizer. O buraco muda de lugar a cada 35 minutos e...

- PULE essa parte? -disse Atena.-

- Ok! E ele se fixa sempre nas árvores, nunca em outro lugar, está bem? É tudo o que eu sei!

- NAS ÁRVORES?! -perguntaram todos.- E depois olharam em volta; só viram árvores, além da casa de Kiiwe. Liz soltou um gritinho.

Todos olham para ela como se dissesem "Tudo bem, nós te entendemos".

Liz sorriu com toda a elegância do mundo, e depois se aproximou do anãzinho estressado, Kiiwe. Cochichou algo no ouvido dele, que deu de ombros e disse para todos:

- Não se preocupem, eu acompanho vocês pela floresta.

Vários queixos se cairam naquele momento. O que Liz havia dito a Kiiwe para ele ficar tão calmo e aceitar na boa levá-los pela floresta? Não sabiam, mas não reclamaram, pois era por causa dela que agora tinham um guia.

Capítulo Quatro: Um Gnomo Não Tão Durão Assim

Andando pela floresta, os cinco observaram muito aquele lugar. Era realmente bonito. E seria mais bonito ainda se tivesse uma saída normal, como aquelas que se tem em todos os lugares normais, sabem? aquelas saídas que não mudam de lugar a cada 35 minutos. Mas aquele não era um lugar normal, isso já haviam notado.

Coitadinhos.

- Aaaaai!! -gritou Andrick de repente-

- O que foi?! -perguntou James-

- Acho que pisei em alguma coisa bem...pegajosa. -disse, olhando para os pés-

Kiiwe também olhou, e logo viu o que era.

- Levante o pé, agora, mortal!! -gritou, precoupado-

Andrick levando e viu que era uma flor. Uma flor verde, e como ele mesmo disse, pegajosa.

- Mas o que-

- Aaaaa, Marilen, querida!! Está bem? fiquei preocupado porque ainda não havia me trazido os Cogumelos-de-sol-azuis...

- Ooo, Kiiwe, é você...? -perguntou aquela florzinha minúscula, ainda atordoada por causa do tênis enorme de Andrick-

Kiiwe balançou a cabeça e lançou um olhar furioso para Andrick:

- E você, cuidado por onde pisa, mortal! Poderia ter matado essa raridade... ah, Maril, flor liinda como você nunca existiu... -cantarolou Kiiwe para aquela coisinha miúda.- E em seguida fez uma coisa bem estranha.

Deu uma bitoca nela. É, eles eram mesmo um casalzinho apaixonado.

Andrick, Xavier, Atena e James ficaram olhando para eles, enojados. Mas Liz sorriu feliz e disse:

- Aaaa, que lindo... estou começando a me sentir feliz. É a primeira coisa boa no meu dia hoje, além da festa de James, mais cedo.

- Que nojo. -resmungou Atena baixinho.- Não notaram a diferença de tamanho de vocês dois? Sem falar que vocês são de espécies diferentes.

- Que diferenças você vê agora, querida? -perguntou Marilen, e logo depois todos notaram que ela havia aumentado de tamanho. Isso mesmo. Ela agora estava do tamanho de Kiiwe. Bem, um pouquinho maior. Ah, e ela também havia virado uma gnoma.

- Puxa, que maravilha! Agora nenhum de vocês quatro vão mais atrapalhar o amor dos dois, não é? -disse Liz, ainda sorrindo. Puxa, como ela conseguia sorrir por tanto tempo?

- Essa eu não entendi. Aliás, não estou entendendo nada hoje... -disse James, muito surpreso-

- Simples -explicou Kiiwe- Marill é uma flor-transmutante. Ou uma florante se preferirem. Uma florante é uma espécie de flor que pode se transforamr em qualquer coisa. qualquer coisa.

Mais queixos se cairam anquela hora. Até o de Liz.

- Argh. Que seja! Eu tenho mais o que fazer. Aliás, nós temos. -disse Atena, mal-humorada como sempre. O mundo podia ser do jeito que ela sempre quis, ela ainda assim seria mau-humorada, porque sempre tem uma coisa errada, por menor que seja.

- Bem - continuou Kiiwe - querem ou não sair da Floresta?

- Mas é CLARO! -disse Atena em voz alta-

Ótimo -gruniu Kiwee - Faço isso por essa menininha simpática -completou, dando um sorriso torto de gnomo para Liz, que sorriu de volta- Bem, me sigam! Um peixe-bolha me disse uma vez que há certas árvores em que o portal de saída aparece; são visivelmente diferentes das outras.

- Diferentes como? -perguntou Andrick-

Tem os dentes iguais aos de uma sereia canibal. -respondeu Kiiwe, rindo da expressão de medo de Andrick.

Não sei o que é uma sereia canibal, mas coisa boa não é..." -pensou ele-

Mas não se preocupem, só irão atacar vocês se os verem, se estiver escuro ou estiverem cobertos por roupas pretas, ficarão vivos.

Então era por isso que a árvore em que estava o portal quando entramos não nos atacaram; estava de noite."

E começaram a seguir Kiiwe para o que acharam ser a parte mais densa e escura da floresta.

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